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Budapeste (2009)

Julho 19, 2009

José Costa (Leonardo Medeiros) é um ghost-writer, escritor especialista em escrever livros para terceiros sob a condição de permanecer anônimo. Na volta de um congresso, Costa é obrigado a fazer uma escala imprevista na cidade de Budapeste, o que desencadeará uma série de eventos envolvendo-o em uma surpreendente história.

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Baseado no famoso livro de Chico Buarque, Budapeste basicamente é uma transposição, guardadas as devidas liberdades cinematográficas. Nunca gostei de Chico e nunca ouvida falar em Budapeste além do que dizem os livros de Geografia. Depois que assisti o filme, tudo continua na mesma, mas gosto da forma de Leonardo Medeiros atuar: confiante, sedutor, passional. O cara é bom!

Definitivamente este é um filme de amor e de desprendimento. Amor, porque trata de sentimentos, de emoção, do que cala fundo. Desprendimento porque trata-se de abandonar raízes, desenlaçar, e portanto, amadurecer. E é um filme bonito, gostoso de ver, ciom um desfecho bacana e pra cima. Afinal, filme brasileiro não é só comédia escrachada ou drama lacrimal. Também pode ser equilíbrio!
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It’s only rock’n roll but I like it

Julho 14, 2009

O cinema e a música desde sempre formam uma combinação explosiva. O rock encontrou na sétima arte um ótimo companheiro de “baladas”, o veículo perfeito para expor seus dilemas, estigmas, personagens, enfim, seu “way of life and style”.

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Já escrevi sobre a data aqui, mas é interessante a idéia de se comemorar algo que tem mudado a vida das pessoas por décadas, representando muito mais que acordes e rifs aleatórios.

Pelo dia, vale a pena mencionar alguns bons exemplares do gênero, porém, alguns destes são inquestionáveis e também um dos meus preferidos. Enjoy it!

- A Hard Day’s Night(1964);
- Curtindo a vida adoirdado (1986 – vale pela atitude, né?)
- The Doors (The Doors, 1991);
- The Commitments (1991);
- Alta Fidelidade (2000);
- Quase Famosos (2000);
- Rock Star (2001);
- Escola do Rock (2003);
- Johnny & June (2005);
- Elvis, O início de uma lenda (2005);
- Rolling Stones: Shine a light (2008).

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A Proposta (The Proposal, 2009)

Julho 10, 2009

A função de uma comédia romântica não é ser uma obra-prima, mas é interessante perceber como os críticos tentam sempre desmoralizar este estilo. Para assistir a um filme assim é necessário baixar a guarda, abrir a mente e “let it flow”.

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Entreter é a proposta de “A Proposta”, um exemplar bacanérrimo do que estou falando aqui. Sem sair do lugar comum, o longa de Anne Fletcher (Vestida pra Casar) é bastante previsível, mas nem por isso menos divertido: o roteiro de Peter Chiarelli rende piadas ótimas (e há também as sem graça), Sandra Bullock volta á boa forma desde Miss Simpatia, Ryan Reynolds prova que tem timming (ainda que pouco desenvolvido) para as comédias.

Margaret Tate (Bullock – “Amor à Segunda Vista”, “A Casa do Lago”, “Forças do Destino”) é uma verdadeira bruxa. Editora de uma poderosa empresa, ela ive apenas para o trabalho e inferniza a vida de seus assistente Andrew Paxton (Ryan Reynolds – “Blade”, “Um segredo entre nós”). Prestes a ser deportada para o Canadá, a durona faz uma proposta nada convencional a Andrew, o que culmina em um divertido e revelador final de semana no alasca. Cativante até não poder mais, o filme só peca pelo desfecho que, confesso, decepciona um pouco, mas também não apela para o meloso “happy end” tradicional. para sanar o problema, a diretora parece ter apelado para os créditos, onde traz cenas de desdobramento do longa.

A trama faz um mix das receitas de uma boa comédia romântica: dois belos protagonistas, choques culturais, confronto de sentimentos, piadas apolíticas, situações inusitadas que rendem boas gargalhadas e o típico blá, blá, blá. A comédia romântica é um filão no qual Bullock sente-se em casa, e Reynolds não fica atrás. Graças a eles “A Proposta” tem sido um grande sucesso em bilheteria. Merecido!
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2012: Agora vai!

Julho 9, 2009

Depois de “O Dia Depois de Amanhã”", Godzilla” e “Independence Day”, o diretor alemão Roland Emmerich vai destruir o mundo em grande estilo! Pelo menos é isso que o cara promete com o trailer de 2012.

O blockbuster apocalíptico conta com as presenças pra lá de bacanas de John Cusack, Thandie Newton e Danny Glover, contando uma história louca sobre o fim do mundo e profecias relacionadas à extinção da humanidade. Na verdade a história é o de menos, já que o bacana são as explosões, desastes naturais, desespero do povo, ou seja, o trivial.

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Genial na simplicidade

Julho 3, 2009

Sinopse: Garota resolve abandonar o namorado e fugir para lugar desconhecido. Antes de partir, ela decide encontrá-lo, mas eles têm apenas uma hora para fazer um balanço bem humorado de suas vidas.

E é isso mesmo o que o filme é, e ao que se propõe. Simples, falando de assuntos mais simples ainda, de maneira também simples, mas com um toque de humor, sarcasmo, nerdice e muita vontade de fazer dar certo.
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A Era do Gelo 3

Julho 3, 2009

A maior surpresa da continuação de A Era do Gelo não é a trilha sonora ou o personagem Scrat. A trama é que agrada, por ser redondinha, amarrada e cheia de momentos particularmente deliciosos de ver – ao lado dos mirins ou não.

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Continuam as lições de amizade (claaaaro), as maluquices de Sid e a obsessão de Scrat pela sua bolota fujitiva, tudo bem misturado em uma história que se aventura por um mundo subterrâneo desconhecido, onde os personagens percebem (mais umavez) o quanto valem um para o outro.
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The last one’s

Junho 19, 2009

Medos Privados em Lugares Públicos (2006)é um filme superestimado! Pronto, falei. Não que seja um filme ruim, na verdade é uma poesia, porém a obra de Alan Resnais guarda semelhanças com outros filmes como Simplesmente Amor, Babel, Crash e até mesmo Pulp Fiction. Talvez nesse último eu tenha viajado demais, mas contar uma história de edesconhecidos entrelaçadas não é novidade nenhuma. Conta pontos mesmo é o ótimo time de atores e a fotografia sublime.

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Super elogiado – e com razão – pela crítica especializada tem sido o ótimo Intrigas do Estado: . Clara homenagem (ou referencial) a “Todos os homens do presidente” (1976), o longa de Kevin MacDonald é bom, interessante,ritmado mas é aquém de seu último trabalho (O úlimo rei da escócia). O que chama a atenção aqui é o olhar para o jornalismo dos dias hoje, presonificado pelos personagens de Russel Crowe, Helen Mirren e Rachel McAdams. Ben Afleck é um ator insípido, e aqui continua incolor.

fazia tempo que o cinema nacional não via uma comédia descaradamente machista e realmente engraçada (ainda que cansativa em alguns momentos). A Mulher Invisível cumpre muito bem a proposta de divertir, alienar e nos fazer esquecer as babaquices do politicamente correto. Selton Mello, Luana Piovani e Vladmir Brichta fazem dessa produção, algo imperdível. De brinde, o longa traz ainda Marcelo Adnet em um ponta divertidíssima.

A saga de John Conor parece não ter fim. Com Christian Bale, agora no papel principal, O Exterminador do Futuro – A Salvação veio cheio de marra mas não disse a que veio. A ficção de McG não supera a original, mas é interessante e cumpre a cartilha de entretenimento. A aventura se passa em 2018, quando John lidera a resistência humana contra a Skynet e seu exército de Exterminadores. Arnold Schwarzenegger e seu T-800 aparecem – ainda que digitalmente – no filme.

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Notinhas…

Maio 31, 2009

W: Mr. Oliver Stone ficou devendo um pouco de ousadia. Nota 8,o em termos de documentário e nota 6,o em termos de comédia (Bush…). Entendam como quiser…

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Star Trek: Nota 11 em termos história, revival, cast, soundtrack e toda a inteligência por trás dessa “nova geração”. Ah, como não ficar vidrado com a ressurreição de toda uma idéia: De um estilo? Um deleite ver a ressurreição de Spock e Dr. McCoy em grande estilo. O Kirk de Pine não é páreo para susituir o de Shatner, mas o garoto apesar de uma atuação previsível é bom.

Wolverine Origens: Nota 10 em termos de “esqueça o cérebro e curta o filme”, nota 5,0 em roteiro, trilha, edição e todo o resto. Nota 1.000 para a preparação física de Hugh Jackman: deu certo!

Divã: Nota 10 pra um cinema nacional além das futilidades e tosquices! Nota 7,0 para uma inspirada Lilia Cabral e um divertido Cauã Raymond. Nota 11 para Martha Medeiros (mas sou fã, então sou suspeita) e nota 12 para um impagável cabeleireiro, interpretado por um ator que não sei o nome, mas que é ótimo e tem um timming perfeito!

Anjos e Demônios: Nota 9,0 para o novo corte de cabelo de Lagdon. Nota 7,0 para uma direção que prima pelo entretenimento descarado e 0 para a escolha do cast. Dan Brown é gênio e Hanks segura o bonde legal em meio a um Carmelengo sem expressão do inexpressivo McGregor. Pena!

Uma Noite no Museu 2: Nota 4,0 - doída - para um Ben Stiller, que faz de tudo neste filme nota 3,0, exceto divertir. Buemba!

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Traídos pelo Destino (Reservation Road, 2007)

Maio 9, 2009

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Terry George tinha em mãos uma história interessante, ainda que totalmente passional, sobre os valores humanos. Apesar disso, o roteiro perdeu seu brilho em uma direção maniqueísta e apelativa, que encontra em seu excelente cast, a principal razão para não ser esquecido.

O ambiente doméstico é sempre um bom pano de fundo para o cinema abordar tragédias de todo tipo, onde a desestruturação familiar traz à tona assuntos mal resolvidos e também cria outros maiores ainda. “Traídos pelo Destino” usa e abusa dessa fórmula ao contar os desdobramentos da acidental e trágica morte de Josh Leaner (Sean Curley), um garoto de dez anos, na vida de seus pais, o professor Ethan (Joaquin Phoenix) e sua esposa A Grace (Jennifer Connelly). Inconformados com a ação da polícia e sem nenhuma pista do culpado, o casal resolve contratar os serviços de uma firma de advocacia. É lá que o destino cumpre seu papel e acaba colocando-os frente a frente com Dwight Arno (Mark Ruffalo), o motorista culpado pelo acidente que vitimou Josh.

“Traídos pelo Destino” é, sem dúvidas, um filme sensível, ainda que maniqueísta, onde discute as nuances da dualidade humana. De um lado temos Ethan, dolorido pela perda do filho, personifica de forma muito lúcida o desespero dos que não conseguem ir em frente com a vida, após uma grande tragédia. Do outro, somos apresentados a Dwight, um homem dominado pelo remorso, que vive seus dias atormentado pelo arrependimento, pela vergonha e pela dúvida de seus atos. No meio está a personagem Grace, uma mulher machucada que tenta colar os cacos quebrados de sua família e seguir em frente. Enquanto a tragédia se desenrola, a trilha sonora de Mark Isham, fraca e sem surpresas, pontua partes da história, aliada a uma fotografia indefinida.

Escrito a quatro mãos pelo diretor Terry George (duas vezes indicado ao Oscar de Roteiro por Em Nome do Pai e Hotel Ruanda) e John Burnham Schwartz (autor do romance “A Estrada da Reserva”, em que o filme é baseado), a trama levita em três pontos, mas não se fixa em nenhum. Primeiro, tenta se aprofundar em questões jurídicas ao se referir a possíveis soluções para “resolver”, ou achar culpados pela morte do garoto. Depois explora o social, na forma como os envolvidos passam a interagir com a comunidade onde vivem e por último, parte para analisar a intimidade e os dramas particulares de cada um, os demônios que criam para suas vidas e como a partir daí o futuro lhes parece. O problema é que apesar de ter em mãos bons instrumentos de trabalho, George não consegue transferir a responsabilidade central da história para lugar algum. Talvez por isso a trama acaba, aos poucos, tombando para uma reunião de clichês e para um desfecho que se coloca como apoteótico e redentor.

O diretor opta claramente por uma estrutura clássica, bem recortada, onde sobra dramalhão e falta ousadia. Talvez por isso, em vez de chocar ou deixar o espectador em transe, arranca lágrimas e sensações de déjà vu. Senão, vejamos: O objetivo que Leaner traça para si a partir da morte de Josh é egoísta e desequilibrado, onde nada mais tem sentido. A arbitrariedade da sua busca por justiça é obsessiva, levando sua mente a uma jornada emocional que atinge todos à sua volta, inclusive sua filha Emma (Elle Fanning). Esse comportamento é um desafio para sua esposa Grace, que tenta aos poucos realocar a vida em família para a nova realidade. Enquanto isso, Dwight luta com as retaliações que podem acometê-lo ao assumir sua culpa e de como isso pode afetar a sua relação com o filho Lucas (Eddie Alderson). E então? É ou não é uma sensação familiar?

Apesar da excelente introdução, o filme incomoda quando decide mostrar o sofrimento dos núcleos principais da história através de comparações. É totalmente despropositado querer expor contradições que são óbvias para o espectador, através dos maneirismos dos personagens, de seus cotidianos e suas personalidades, ou mesmo abusando de casualidades dentro da trama de uma forma totalmente equivocada. A narrativa é manipulativa – em muitos aspectos, de forma gratuita – quando é notório que não trata-se de uma questão de bem e mal, mas sim de fatalidade e oportunidade. E dessa forma, por vezes apelativa, a história caminha para uma reviravolta que impressiona mais pela sinceridade da atuação do cast, do que pela tentativa velada de perdão que a direção tenta impor.

“Traídos pelo Destino” é o típico filme que encontra nas interpretações uma boa razão para ser lembrado. Joaquin Phoenix vive aqui um de seus melhores desempenhos. O ator soube utilizar sentimentos como raiva, impotência e obsessão de forma honesta e consegue fazer deste, um grande momento da sua promissora carreira. Jennifer Connelly encontra a dose exata de emoção para a sua Grace, manchada apenas pelas falhas da condução narrativa, já que há momentos em que as discussões do casal Leaner soam falsas e desprovidas de qualquer emoção. Realmente irretocável está Mark Rufallo, com um personagem complexo ele faz uma interpretação enérgica e comovente. E enquanto Mira Sorvino (ex-mulher de Dwight) passa incólume durante toda a projeção, Elle Fanning (irmã de Dakota Fanning) ganha pontos em uma atuação equilibrada.

“Traídos pelo Destino” fica aquém do esperado em muitos sentidos. Peca pela falta de sutileza, peca ao utilizar a fórmula mais fácil ao coração do público, peca por parecer salvo na sala de edição, peca por manipular quem o assiste. O filme só ganha vida através dos personagens e mesmo não sendo uma obra-prima, também não é uma produção descartável. Tem seus méritos… E eles são justos!

Nota: 6,0 (Especialmente para o Portal Cinema com Rapadura)