Arquivo da categoria ‘Nas Poltronas’

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For the moment

Setembro 3, 2009

filmes_417_Amantes%20PosterA agonia do meu dia? “Amantes”. Não dá pra aguentar Paltrow chuchu e Phoenix (um ator excelente) dando uma de maluco beleza (antes de virar porra louca). Deprimente! “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” é na medida da propaganda e decepcionante por consequência. Vamos esperar o último capítulo da saga. “Inimigos Públicos” tem uma boa história onde os protagonistas se esquecem de atuar. Será que Christian Bale é ator de um tipo de personagem apenas? Pareceu-me estar assistindo a um review de “Os Indomáveis”. “GI Joe – A origem de Cobra” é uma troca de figurinhas from hell, afinal, boys também wants have fun! “Arraste-me para o inferno” é um dos melhores filmes de terror que figuraram o cinema este ano. Graças a Deus Sam Raimi melhora e não perde o “macabro acid taste of”. O cinema brasileiro é dualista até não poder mais, hein? Enquanto “À Deriva” arranca lágrimas e elogios de tão belo, “Os Normais 2″ arranca sangue de raiva por se um lixo. E olha que gosto da idéia do seriado, do primeiro filme e da dupla de protagonistas. That’s all for now.

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Há tanto tempo que eu te amo

Julho 20, 2009

(Il y a longtemps que je t’aime, 2008)
Sutil e envolvente, o drama do iniciante Philippe Claudel encanta, não por abordar as temáticas familiar e social, mas sim pelo cuidado para falar de recomeços. Uma linda obra.

Em alguns momentos da vida, somos forçados a tomar decisões, que de tão duras e inevitáveis, nos levam por caminhos pelos quais não estamos preparados. Esse é o caso de Juliett Fontaine (Kristin Scott Thomas), que acaba de sair da prisão após 15 dolorosos anos. Foi lá que a protagonista de “Há tanto tempo que te amo” construiu para si um muro onde escondia os problemas acarretados com a morte de seu único filho, em circunstâncias desconhecidas, faz crescer uma aura de mistério em torno da sua figura.

Suas primeiras horas de liberdade são marcadas pela ansiedade e pela espera. A partir de então, Juliette passa a viver com a irmã mais nova, Léa (Elsa Zylberstein), seu esposo, as duas filhas adotivas do casal e o sogro. Aos poucos começa a lidar com sua nova condição, mas a adaptação não é fácil, principalmente porque existe mágoa e ressentimento, não apenas entre as irmãs, mas de Juliette consigo mesma. Contar uma história em pequenas doses, deixa o espectador atento e curioso, ferramentas que Claudel conhece muito bem. Assim, Juliette e sua afeição à solidão, são mostradas “time by time”. Os motivos que levaram Juliett a cometer um ato tão condenável são diluídos “take a take”, em doses homeopáticas, expressão por expressão, mas também muito é dito quando nada é dito.

Mesmo com tantas restrições, Juliette consegue chamar a atenção do professor universitário Michel (Laurent Grévil), um homem com seus próprios demônios e um passado também obscuro. É ele quem consegue demolir a amargura, a frustração e os medos de Juliette, sempre de forma com muito tato. O mesmo não se dá com o Capitaine Fauré (Frédéric Pierrot), um homem desiludido, que busca em Juliette um fio de esperança para sua própria existência, o que acaba em um desfecho inesperado.

Kristin Scott Thomas despe sua personagem de beleza, maquiagem e vaidade. Tudo isso vai para segundo plano. Até mesmo as expressões e a forma de falar ajudar a construir uma Juliette a partir de silêncios e olhares. A personagem procura de forma gradual e muito cuidadosa, estabelecer novos horizontes em uma realidade desconfortável para si, e para o espectador. A atriz tem aqui uma das melhores atuações da sua carreira, indo mesmo além de outras fantásticas interpretações, também em obras igualmente soberbas.

Claudel é um escritor experiente, e as pequenas deficiências de seu début à frente das câmeras são esquecidas quando percebe-se a sutileza e sensibilidade com as quais constrói o drama. Talvez por isso o roteiro seja impregnado de frases que privilegiam os sentimentos e de nuances psicológicas bem desenvolvidas, expostas com extrema sensibilidade por um grande elenco. Para um iniciante, o romancista fez um trabalho soberbo, tanto em técnica quanto em produção, utilizando sabiamente a câmera para compor situações e sensações, auxiliada por uma fotografia, luminosa, que coloca sempre em destaque as expressões, além de manejar uma trilha sonora que vai além de compor estações.

O trunfo de “Há tanto tempo que te amo” é lidar com os sentimentos comuns a todas as pessoas. Claudel pincela emoções em suas linhas e dá um contorno especial às expressões de seus personagens, principalmente quando confronta, com extrema habilidade, opiniões e verdades absolutas. É possível, em muitos momentos entender e compartilhar das mesmas fraquezas e inseguranças de Juliette e Léa, a partir do olhar sobre o isolamento familiar, da negação social e do preconceito, do que pela compreensão do próprio crime em si.

Discutir o passado, a partir das conseqüências de um só para com a coletividade, é um ponto de partida para Claudel fazer o que faz melhor em seus livros, dissecar a alma das pessoas, suas razões e suas incertezas diante do mundo. A forma como as pessoas reagem ao saber que a protagonista cometeu um crime é deveras dualística. Ora se apresentam com aceitação, ora com rejeição e desconfiança. Crível ou não?

Pode-se dizer que esta é uma história de gente comum. A morte, a vida, o amor, a impotência, a coragem, a covardia… São sentimentos presentes em todo ser humano, e às vezes, é preciso dizer, como o autor bem o faz, que tragédias não respeitam classe social, que os dilemas não devem ser postos de lado, que as perguntas não devem ser ignoradas, que a vida não pára por que a gente não a acompanha.

Como confirma a própria Juliette, a vida segue. Com ou sem a gente. Por isso, quando o filme termina, a gente fica um pouco desorientado, apático. Talvez porque as revelações do filme não são sobre personagens críveis, mas sobre nós mesmos.

* Especial para o portal Cinema com Rapadura

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Budapeste (2009)

Julho 19, 2009

José Costa (Leonardo Medeiros) é um ghost-writer, escritor especialista em escrever livros para terceiros sob a condição de permanecer anônimo. Na volta de um congresso, Costa é obrigado a fazer uma escala imprevista na cidade de Budapeste, o que desencadeará uma série de eventos envolvendo-o em uma surpreendente história.

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Baseado no famoso livro de Chico Buarque, Budapeste basicamente é uma transposição, guardadas as devidas liberdades cinematográficas. Nunca gostei de Chico e nunca ouvida falar em Budapeste além do que dizem os livros de Geografia. Depois que assisti o filme, tudo continua na mesma, mas gosto da forma de Leonardo Medeiros atuar: confiante, sedutor, passional. O cara é bom!

Definitivamente este é um filme de amor e de desprendimento. Amor, porque trata de sentimentos, de emoção, do que cala fundo. Desprendimento porque trata-se de abandonar raízes, desenlaçar, e portanto, amadurecer. E é um filme bonito, gostoso de ver, ciom um desfecho bacana e pra cima. Afinal, filme brasileiro não é só comédia escrachada ou drama lacrimal. Também pode ser equilíbrio!
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Notinhas…

Maio 31, 2009

W: Mr. Oliver Stone ficou devendo um pouco de ousadia. Nota 8,o em termos de documentário e nota 6,o em termos de comédia (Bush…). Entendam como quiser…

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Star Trek: Nota 11 em termos história, revival, cast, soundtrack e toda a inteligência por trás dessa “nova geração”. Ah, como não ficar vidrado com a ressurreição de toda uma idéia: De um estilo? Um deleite ver a ressurreição de Spock e Dr. McCoy em grande estilo. O Kirk de Pine não é páreo para susituir o de Shatner, mas o garoto apesar de uma atuação previsível é bom.

Wolverine Origens: Nota 10 em termos de “esqueça o cérebro e curta o filme”, nota 5,0 em roteiro, trilha, edição e todo o resto. Nota 1.000 para a preparação física de Hugh Jackman: deu certo!

Divã: Nota 10 pra um cinema nacional além das futilidades e tosquices! Nota 7,0 para uma inspirada Lilia Cabral e um divertido Cauã Raymond. Nota 11 para Martha Medeiros (mas sou fã, então sou suspeita) e nota 12 para um impagável cabeleireiro, interpretado por um ator que não sei o nome, mas que é ótimo e tem um timming perfeito!

Anjos e Demônios: Nota 9,0 para o novo corte de cabelo de Lagdon. Nota 7,0 para uma direção que prima pelo entretenimento descarado e 0 para a escolha do cast. Dan Brown é gênio e Hanks segura o bonde legal em meio a um Carmelengo sem expressão do inexpressivo McGregor. Pena!

Uma Noite no Museu 2: Nota 4,0 - doída - para um Ben Stiller, que faz de tudo neste filme nota 3,0, exceto divertir. Buemba!

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Nos últimos dias…

Abril 12, 2009

O Casamento de Rachel: Me desculpem os mais afoitos, mas Jonatham Demme desta vez perdeu a mão feio e quase conseguiu fazer um filme insuportável. Saí do cinema mais deprimida do que quando vi Ensaio sobre a Cegueira. Histórias familiares, ao meu ver, são muito difíceis de fazer, é um trabalho árduo conseguir o tom certo sem cair na pieguice, no exagero, no clichê. Aqui há músicas demais, dramas demais e uma grande tragédia, esta aliás, muito profunda pra ser resolvida como foi. Realmente gostei de muito pouca coisa nesse filme, mas uma delas realmente foi a Anne Hathaway. Muito comovente, egoísta e inspirada a sua atuação. Mereceu sua indicação ao Oscar!

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Watchmen: Já me perguntaram o que eu acho desse filme e eu já respondi mil vezes, como total leiga em Watchmens que não gostei muito. Claro que tem coisas muito bacanas, personagens dúbios e uma série de tiradas fantásticas. Visualmente é um desbunde e dá vontade de saber mais sobre toda a saga, mas não dá pra dizer que é uma obra-prima como The Dark Knight ou Iron Man. Sou fã de Synder, respeito seu trabalho mas escalar o Patrick Wilson para o Coruja? Ele é tão looser quando o George Mc Fly de De volta para o futuro e o Ozymandias tem sérias tendências homossexuais… Me senti num filme do Schumaccer…

Velozes e Furiosos: Sempre fui fã de filmes de ação, até mesmo dos mais mentirosos e por isso torcia por essa fraquia desde que vi o primeiro trailler. É um filme puramente e simplesmente visual em todos os aspectos. Claro que não há como passar impune pela trilha sonora, pelos carros, pelos dilemas dos personagens de Diesel e Walker, pela fantástica cena de abertura. Para o que se propões, Velozes e Furiosos ganha nota 10 e vai além!

Por Amor: Adoro filme mulherzinha, adoro filme de amor, comédias românticas, dramas e choro mesmo, mas foi quase impossível aguentar as duas horas pra ver essa bomba. Não sei se eu é que não estava sensível no momento ou é a história mesmo, que é toda amarradinha, mas não me agradou. Pheifer mereceia uma volta melhor e Kutcher um debut mais adequado. Não há a menor credibilidade nas interpretações e é até constrangedor ver bons atores (sim, eles são!) em papéis tão rasos. Claro que essa é uma opinião bem pessoal, personalíssima aliás…

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Drama, drama, drama…

Março 31, 2009

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Sabe quando você sai com os amigos para uma noitada descompromissada, de bebdeiras e muita putaria? Assim é “Ele não está tão a fim de você”. Nem mesmo o elenco estelar – Jennifer Aniston, Ben Affleck, Jennifer Connelly, Drew Barrymore (também uma das produtoras executivas) e Scarlett Johansson – consegue fazer com que essa bobabem deixe de se parecer uma bobagem indeed.

Pra ser sincera o filme me irritou um pouco. Confesso que aquele monte de casalzinhos bonitinhos, bem sucedidos, magérrimos não me inspiraram nenhuma seriedade. Nem nas esquetes menores existem protagonistas/personagens pobres, feios, gordos ou burros. E confesso mais: qualquer filme com a Scarlett Johansson me irrita, pq eu e todo mundo sabe que o único motivo para ela estar ali é a comissão de frente e a retaguarda (rs). E realmetne não há nada que odeie mais que a vulgarização da beleza no cinema.

Sei que trata-se de uma comédia romântica mas é tão bobinha e descartável, até mesmo diria, infantil, que nem precisaria ter sido feita. Previsível até o último fio de cabelo “Ele…” conta a história de vários casais e solteiros em busca do amor, mesmo que essa busca seja através de um casamento conivente, de um namoro descompromissado, das mídias digitais ou mesmo pelo olhar megalomaníaco de uma deslumbrada jovem.

Quem não sabia que um casalzinho imaturo ia acabar se divorciando? E aqueles dois? Só podiam acabar sozinhos. E é óbvio que aqueles outros se apaixonariam perdidamente e a solteirona encontraria um companheiro improvável! Ah, faça-me o favor! Não precisaria de uma constelação de atores para essa Sessão da Tarde.

Recuso-me a falar de roteiro, direção, edição… pq não tem nada a ver mesmo. Definitivamente não se fazem mais comédias românticas como antigamente, e isso me irrita. “Ele não está tão a fim de você” até que tenta agradar, algumas piadas legais – que ilustram o trailer – salvam algo apenas simpático. E isso me irrita! Mas a minha irritação de nada adianta pq o longa teve o melhor desempenho nas bilheterias brasileiras no último fim de semana, ficando em primeiro lugar com R$ 1,5 milhão apenas na estréia. Damm!

O filme é raso, surreal em muitos aspectos e babaca, babacão mesmo! Outra coisa: o pôster do filme expõe um monte de rostinhos sorridentes, mas peraí, sorrisos é o que menos existe em “Ele não está a fim de você”. Pronto, falei, viu Bruno? É isso aí! Em se tratando de comédias, ainda sou um bom, ainda que antigo, Woody Allen.

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Gran Torino

Março 30, 2009

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Impossível não se emocionar com o roteiro de Nick Schenk, que privilegia a atuação e a idade de Clint Eastwood de forma soberba. Ranziza até o último fio de cabelo, aqui ele é Walter Kowalski, um veterano de 80 anos, que acaba de perder a mulher e tem que lidar com a violência que tomou cona de seu bairro e principalmente, do seu gramado. Temas como família, perdão, preconceito, família pincelam a trama.

Clint Eastwood tem aqui um personagem que de tão bravo e durão, acaba tornando-se muito querido. Numa mistura de Dirty Harry e Dr House ele desfila por quase duas horas na tela dando lições sobre a família, religião, vida, morte e perdão. O desfecho é de uma sensibilidade e sapiência tocantes, claro, como caminho para a redenção de seu personagem. A construção dos personagens secundários também é muito bem conduzida, não só pelo roteiro, mas pela direção. Apesar de alguns maneirismos, erros aqui e acolá, nada compromete a experiência de ver uma lenda viva, talvez pela última vez, na telona.

Injustamente ignorado no Oscar deste ano, Eastwood fez de seu Gran Torino um debut de despedida à sua altura. Sem estardalhaços, sem fogos de artifícios e com grande dignidade. Diferente de suas últimas direções, ele faz um filmes que utiliza todos os esterótipos que adquiriu em sua longa e icônica carreira e coloca uma certa dose de humor, que faz muito bem à narrativa e ao ritmo do filme: mais uma vez o solitário, o inacessível, o falastrão, o mau-humorado, o valentão. Embora o longa tenha erros que poderiam ser evitados, a concepção de seu personagem é irretocável.

“Os Imperdoáveis” ainda é o seu melhor filme, em minha opinião, mas “Gran Torino” é de uma delicadeza tão grande que pode vir a ser, daqui a algum tempo, item obrigatório na coleção de qualquer cinemaníaco. Por que só o tempo tem o poder de dar aos clássicos a reverência que merecem.

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Alma Perdida: Lamentável!

Março 28, 2009

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Só não me nego a escrever algo sobre esse filme, porque sinto que devo avisar a todos para não verem essa bomba. Não que eu já não soubesse, mas quando não se tem o que fazer em um sábado à tarde, a melhor opção, em vez de passear por vitrines de shopping, é ver até onde pode chegar a falta de criatividade dos roteiristas americanos.

Tenebrso é pouco para definir “Alma Perdida” e tome-se que tenebroso não quer dizer, nesse caso, uma cosia boa. Se você já viu “O Grito”, “Olho do mal” ou o “O Chamado” não precisa gastar seu rico dinheirinho pra ver isso. “Quem já viu um já viu todos”. Nunca essa máxima foi tão bem colocada como para explicar essa película.

Tão óbvio quando uma caixa de bombons garoto, o longa tem uma heroína pra lá de estúpida e chatinha. Já não fosse isso, a falta de originalidade é gritante. O “vilão” é a alma de um garotinho, que não coloca susto em ninguém e ainda se parece muito – e proporitadamente – com o Aidan de “O Chamado”. ah, não pderia esquecer do cachorro meio “satã” que aparece em algumas cenas e dos contorcionismos de pessoas à lá “O Exorcista”.

Sinceramente, a única coisa que faz “Alma Perdida” tolerável é a presença de Gary Oldman. E mesmo assim, não dá pra entender como ele foi parar nessa meleca. Lamentável!

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Dúvida

Março 9, 2009

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Para começar, devo dizer que adoro filmes com desfecho em aberto. Claro, que para isso, o filme em questão deve ser bem construído, co uma narrativa inteligente, e claro, uma boa edição. Esse é o caso de Dúvida (Doubt, 2008) uma adaptação teatral ganhadora do Pulitzer.

Indicada ao Globo de Ouro e ao Oscar deste ano em cinco categorias, o longa trata basicamente de uma batalha pessoal entre a intolerante Irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep) e o moderno Padre Flynn (Philip Seymour Hoffman). Ambos trabalham em uma rígida instituição escolar que recebe pela primeira vez um aluno negro. Após uma pregação a Irmã Aloysius desperta a dúvida no coração de sua congragação e também nos nossos sobre a conduta do pároco. As coisas começam a piorar quando a novata e inexperiente Irmã James (Amy Adams) faz um comentário de um fato sobre o qual não tem certeza.

Em uma cruzada solitária a personagem de Streep atormenta o pároco de todas as formas possíveis. O embate chega em um delicioso e denso diálogo onde confrontado, Padre Flynn acaba por se reirar da instituição. Definitivamente este é um filme sobre intransigência, mas também sobre moral. Não importa quem é o protagonista dessa batalha, se uma religiosa ou eu e você. A reflexão a que a história nos convida é sobre o que vemos e o que achamaos que vemos. Na dúvda: mantenha a boca fechada!

Merecidamente Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman ganharam suas indicações e nehum prêmio. Uma pena. Todos fazem um trabalho belíssimo, mas aqui, quem brilha é Amy Adams e Viola Davis em um roteiro brilhantemente adaptado, como não se vê a tempos! Pena a pouca projeção dada ao longa. Aqui em Salvador, já está a sair de cartaz.