Arquivo da categoria ‘Cinema & Afins’

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Eterno

Agosto 14, 2009

O meu encontro com o mestre se deu aos 19 anos, ao encontrar, por acaso, “Os Pássaros” na locadora. Foi com ele que ganhei um olhar mais apurado com relação ao cinema. Foi com ele que aprendi, aos poucos, a observar a fotografia de um filme, sua edição e roteiro. Foi com ele que comecei a apreciar a “arte” por trás da sétima arte, e a entender que nem sempre o que se vê, é o que se é. E essa verdade é a máxima do cinema, copiada e muitas vezes, imitada, ainda que de forma vil. Referência é isso.

Sir Alfred Joseph Hitchcock nasceu em 13 de agosto de 1899. É, até hoje, “a” referência quando o assunto é suspense, e completaria 110 anos se ainda estivesse vivo.

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Piada do Dia

Agosto 5, 2009

fotoRobert Pattinson é escolhido o homem mais sexy por revista britânica

O jovem ator Robert Pattinson, estrela do sucesso adolescente “Crepúsculo”, foi escolhido com o homem mais sexy no ranking da revista britânica Glamour. Pattinson, 23, que está rodando o filme “Remember me”, superou astros como Johnny Depp e Hugh Jackman, segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Completam a lista o jogador inglês David Beckham (4º), os ator Brad Pitt (5º), Zac Efron (6º). George Clooney (7º), Chace Crawford (8º), o cantor Justin Timberlake (9º) e o ator Colin Firth (10º).

Nota pessoal: Revista “Wich”? Robert “who”? Tem muita gente que ainda duvida do fim dos tempos. Eu não! Se esse cara é sexy, então Antonio Banderas, George Clooney, Brad Pitt, Russel Crowe são o quê? É uma heresia sem precedentes a figuração desse frangote nessas listinhas, por mais medíocres que sejam, ao lado de ícones absolutos de masculinidade. Mas fazer o quê? Geração Redbull é isso aí.

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Gomorra é imperdível!

Julho 30, 2009

O Cinemark faz uma Sessão Cinecult do filme Gomorra em Salvador. É uma radiografia da Camorra, uma das famílias da máfia italiana do sul do país, a partir de cinco histórias.

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Toto (Salvatore Abruzzese) tem 13 anos e trabalha como mensageiro de um grupo de traficantes de drogas e armas. Pasquale (Salvatore Cantalupo), alfaiate contratado secretamente por chineses para formar operários, descobre subitamente que sua vida corre perigo. Don Ciro (Gianfelice Imparato) é responsável por levar dinheiro a famílias cujos membros estão presos ou mortos. Como eles, outros tantos habitantes de Nápoles e da região da Campanha têm suas vidas regidas pela Camorra, a tradicional máfia local que alimenta uma espiral de violência sem fim.

Gomorra foi Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes e recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, além de figurar em diversas premiações do gênero em todo o mundo. Roberto Saviano, autor do livro o qual Gomorra é baseado e um de seus roteiristas, foi ameaçado de morte pela Camorra por ter revelado suas atividades. Hoje ele vive sob proteção policial.Imperdível!

Gomorra – Sessão Cinecult Cinemark. Legendado. Duração : 137 minutos. Drama. Censura : 18 anos. Às 14:00h. Valor: R$ 7(inteira) e R$ 3,50 (meia).

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Gia – Fama e Destruição (Gia, 1998)

Julho 29, 2009

A história forte e uma interpretação excepcional de Angelina Jolie, colocam “Gia“ como uma das melhores cinebiografias sobre as drogas no mundo dos famosos, de uma forma nada glamourosa.

A ascenção meteórica, e a decadência , devido ao uso de heroína, fez de Gia Marie Carangi um exemplo nas telas e fora delas. A garota de Phildelphia contou com a sorte para brilhar nas passarelas e capas de revista do mundo todo, mas não sabia lidar as pressões desse mundo e de sua própria vida. Sua personalidade vulcância era acentuada por sérios problemas familiares, emocionais e por um constante preconceito frente à sua assumida bisexualidade. Talvez esses tenham sido os motivos que a levaram às drogas e a um fim trágico, aos 26 anos vítima da AIDS.

A vida de Gia Carangi é mostrada como uma orgia infindável pelo diretor Michael Cristofer, neste filme feito para a HBO. Com ares de documentário, Cristofer conseguiu fazer um trabalho que prima pelo bom senso e pela estética, intercalando depoimentos de amigos e conhecidos, com cenas do cotidiano da top model, interpretada por Angelina Jolie, de forma irretocável, culminando em seu primeiro Globo de Ouro de Melhor Atriz naquele ano.

Gia não era inocente e nem era frágil. Fez o que quis, levou uma vida sinuosa e cheia de excessos. Trabalhou para nomes como Armani, Diane Von Furstenberg, Dior, Levi’s, Maybelline, Versace, Yves Saint Laurent, os melhores da moda de sua época. Chegou a ganhar 10 mil dólares por dia e foi considerada a modelo mais bem paga do mundo durante três anos consecutivos. Seu único equívoco, em toda essa história de cinderela, tenha sido ão saber administrar suas relações afetivas – familiares e pessoais.

Insegura e carente, Gia encontrou na heroína o alento que não achou naquele que considerava o grande amor da sua vida, a maquiadora Linda (Elizabeth Mitchell) e na falta de apoio dos pais – sempre retratada de forma traumática –, o fio condutor de diversas crises da modelo, que alternava momentos de intenso amor – pela vida e pelas pessoas a seu redor – mas nunca por si mesma. Sem encontrar apoio na família, e ignorada pelos amigos, Gia chega a uma inevitável decadência em sua carreira, enquanto encara a crueldade da dependência química.

Por ser baseado em faos reais, o longa já ganha pontos no roteiro, escrito a quatro mãos por Jay McInnerney e Michael Cristofer. Os escândalos e problemas de Gia crescem a cada cena, e isso confere ao filme, muitas vezes, certa excessividade, porém não perde o lado crível. As fragilidades da protagonista são expostas de forma bastante diretas e pontuais, seja na fotografia, na edição ou nos diálogos. Roberto Garcia consegue a proeza de mesclar o luminoso dos desfiles com a agonia interna da modelo, em cenas pesadas, sem apelar para o óbvio. O figurino (Robert Turturice) é um banquete servido em pequenas porções, repleto de nomes famosos e marcas do mundo fashion.

Com um elenco formado por desconhecidos do grande público, Gia encontra na interpretação de Angelina Jolie a força para ser lembrado. A atriz, que até aquele momento não tinha feito nada memorável convence em um trabalho intenso, vibrante e hipnótico, que ofusca os demais, até mesmo a atuação de Faye Dunaway (excelente), como a agente e amiga Wilhelmina Cooper.

Assim como Gia era linda e louca, Jolie também servia à carapuça. Na época, a atriz dizia ter recusado o papel diversas vezes por se achar muito parecida com a personagem. O ineressante é que foi justamente com este longa que Angelina conseguiu dinheiro, fama, respeito da crítica e do público, e a ambição dos estúdios, tornando-se um dos nomes mais cobiçados da indústria do cinema.

Mesmo com alguns tropeços, o filme de Michael Cristofer cumpre seu fim, já que a prórpia Gia queria que sua história fosse contada para alertar ao mundo os perigos das drogas. Lançado em 1998, o longa rendeu dois Globos de Ouro (Atriz e Atriz Coadjuvante), um Emmy de Melhor Edição e foi indicado em mais cinco categorias, além de outros prêmios. Bom trabalho!

Nota: 8,0 / 10,0
Especial para o portal Cinema com Rapadura

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House Season 6 and counting…

Julho 28, 2009

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V Seminário de Cinema e Audiovisual

Julho 27, 2009

O Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual (SEMCINE) chega este ano a sua 5ª edição, já consolidado como um dos mais importantes eventos do cinema e do audiovisual no país. O V SEMCINE acontece a partir de hoje até julho a 01 de agosto no TCA.

Como nos anos anteriores, o V SEMCINE exibirá filmes inéditos na Bahia e no Brasil, e promoverá discussões e reflexões sobre a criação, produção, circulação e o consumo do audiovisual. A mostra de longas metragem contará com películas inéditas: “Karamazov”, “La Buena Vida”, “Intimidades de Shakespeare e Victor Hugo” e “Pau Brasil”, de Fernando Belens, em pré estréia nacional e internacional.

Como programação do ano França Brasil, será apresentada uma retrospectiva do grande cineasta Jean Luc Godard com a curadoria do pensador francês Alain Bergala, crítico do Cahiers de Cinema.
Serão apresentados também curtas metragens europeus premiados em vários festivais em parceria com The European Film Academy.

Nas reflexões e debates entre os seis temas que serão discutidos destacam-se “Godard Cinema e Poesia”, com a participação de Celine Scemama, intelectual francesa, estudiosa de Godard, de Alain Bergalá e de Angel Diez; “O Futuro do Cinema” com a presença do cineasta brasileiro vencedor do Festival de Brasília Kiko Goifman, de Montse Martí organizadora do “Digital Barcelona Film Festival – DIBA e Arlindo Machado; “Cinema e Política” com Paulo Paranaguá, jornalista do Le Monde e estudioso do cinema latino americano, Jim Finn cineasta americano que também apresentará seu filme de longa metragem intitulado “The Juche Idea” e Gustavo Dahl cineasta e crítico brasileiro.

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A História de Nós Dois (The story of us, 1999)

Julho 23, 2009

A certa altura, um personagem dispara: “O casamento é a eutanásia do romance”. Será mesmo? Essa é a pergunta que o diretor Rob Reiner tenta responder, ao contar as alegrias e problemas de um casal em crise, prestes a se separar e obrigados a encarar as verdades sobre seu relacionamento.

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Assistir “A hisória de nós dois” é um exercício de observação puro e simples. Levar a intimidade da relação para o cinema pode incomodar, fazer rir, criar identificação, mas nunca é fácil. A transição dos sentimentos para o papel, e depois para uma tela de cinema, não é lá tarefa das mais fáceis, e deve-se perder muito numa sala de edição, até o produto final chegue ao espectador. Por isso mesmo merece aplausos o trabalho pontual e tocante de Rob Reiner à frente deste longa. Ao direcionar o olhar para a rotina problemática de um casal aparentemente feliz, o diretor revela e disseca aquele que é o maior medo da vida a dois: descobrir que não se está mais apaixonado.

O espontâneo escritor Ben (Bruce Willis) e a prática fazedora de palavras cruzadas Katie (Michelle Pfeiffer) estão juntos há 15 anos, têm dois fihos lindos e uma casa de comercial de margarina. Mas isso não é o suficiente para mantê-los juntos, quando percebem-se intolerantes um com o outro. A ida dos filhos filhos Josh (Jake Sandvig), de 12 anos, e Erin (Colleen Rennison), de 10, a um acampamento de verão, leva o casal a uma separação de corpos, enquanto repensam sua vida juntos e decidem se devem ou não permanecer casados. É a partir daí que o drama de Reiner mostra a que veio.

O diretor não apela para a histeria, e até mesmo dosa os clichês tão comuns à tramas como esta. É na neutralidade de espaço entre os protagonistas, que ele injeta uma boa quantidade de momentos marcantes, mostrando os altos e baixos da relação e as consequências do amor, da raiva, da intolerância, do respeito (ou falta dele), do carinho na vida de Ben e Katie. Cada sentimento relembrado pelo casal é colocado por Reiner de foma não-traumática e sem gratuidade em flashbacks, ora de extrema felicidade, ora de extrema frustração, e por isso seu trabalho soa tão honesto.

“A história de nós dois” aproveita muito bem, além do talento óbvio, o carisma de Bruce Willis e a beleza de Michelle Pfeiffer. O ótimo elenco de apoio formado por Rita Wilson, Tim Matheson e Paul Reiser apresentam as metáforas mais absurdamente hilárias sobre o casamento e comprmisso, enquanto discursam sobre o abismo que acaba tomando conta das relações conjugais.

Alan Zweibel e Jessie Nelson assinam um roteiro que consegue ser brilhante na simplicidade. Além de proporcionar exelentes diálogos para os prersonagens centrais, brindam o elenco de apoio com tiradas divertidas e extravagantes. A dicotomia tão bem expressa em palavras, também o é em imagens. A fotografia de Michael Chapman (As Duas Faces de um Crime, Touro Indomável, O Fugiivo) privilegia o ambiente e as emoções dos personagens, aliado ao bom trabalho de edição de Robert Leighton (Harry & Sally, Questão de honra). Eric Clapton, que assina parte da trilha sonora, resumiu o espírito do filme com a baladinha “Get Lost”, nas cenas iniciais.

Aparadas as devidas arestas, Reiner fez um bom trabalho e soube superar o trivial. “A história de nós dois” não soa pretensioso, e não é mesmo. É um drama simples, com pequenas doses de humor, que entretem, faz refletir e ainda deixa um gostinho no ar de que é possível acreditar em finais felizes. Na tela, ou fora dela.

Nota: 8,0 / 10,0
Especial para o portal Cinema com Rapadura

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It’s only rock’n roll but I like it

Julho 14, 2009

O cinema e a música desde sempre formam uma combinação explosiva. O rock encontrou na sétima arte um ótimo companheiro de “baladas”, o veículo perfeito para expor seus dilemas, estigmas, personagens, enfim, seu “way of life and style”.

rock

Já escrevi sobre a data aqui, mas é interessante a idéia de se comemorar algo que tem mudado a vida das pessoas por décadas, representando muito mais que acordes e rifs aleatórios.

Pelo dia, vale a pena mencionar alguns bons exemplares do gênero, porém, alguns destes são inquestionáveis e também um dos meus preferidos. Enjoy it!

- A Hard Day’s Night(1964);
- Curtindo a vida adoirdado (1986 – vale pela atitude, né?)
- The Doors (The Doors, 1991);
- The Commitments (1991);
- Alta Fidelidade (2000);
- Quase Famosos (2000);
- Rock Star (2001);
- Escola do Rock (2003);
- Johnny & June (2005);
- Elvis, O início de uma lenda (2005);
- Rolling Stones: Shine a light (2008).

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2012: Agora vai!

Julho 9, 2009

Depois de “O Dia Depois de Amanhã”", Godzilla” e “Independence Day”, o diretor alemão Roland Emmerich vai destruir o mundo em grande estilo! Pelo menos é isso que o cara promete com o trailer de 2012.

O blockbuster apocalíptico conta com as presenças pra lá de bacanas de John Cusack, Thandie Newton e Danny Glover, contando uma história louca sobre o fim do mundo e profecias relacionadas à extinção da humanidade. Na verdade a história é o de menos, já que o bacana são as explosões, desastes naturais, desespero do povo, ou seja, o trivial.