Posts de Julho, 2009

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Gomorra é imperdível!

Julho 30, 2009

O Cinemark faz uma Sessão Cinecult do filme Gomorra em Salvador. É uma radiografia da Camorra, uma das famílias da máfia italiana do sul do país, a partir de cinco histórias.

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Toto (Salvatore Abruzzese) tem 13 anos e trabalha como mensageiro de um grupo de traficantes de drogas e armas. Pasquale (Salvatore Cantalupo), alfaiate contratado secretamente por chineses para formar operários, descobre subitamente que sua vida corre perigo. Don Ciro (Gianfelice Imparato) é responsável por levar dinheiro a famílias cujos membros estão presos ou mortos. Como eles, outros tantos habitantes de Nápoles e da região da Campanha têm suas vidas regidas pela Camorra, a tradicional máfia local que alimenta uma espiral de violência sem fim.

Gomorra foi Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes e recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, além de figurar em diversas premiações do gênero em todo o mundo. Roberto Saviano, autor do livro o qual Gomorra é baseado e um de seus roteiristas, foi ameaçado de morte pela Camorra por ter revelado suas atividades. Hoje ele vive sob proteção policial.Imperdível!

Gomorra – Sessão Cinecult Cinemark. Legendado. Duração : 137 minutos. Drama. Censura : 18 anos. Às 14:00h. Valor: R$ 7(inteira) e R$ 3,50 (meia).

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Gia – Fama e Destruição (Gia, 1998)

Julho 29, 2009

A história forte e uma interpretação excepcional de Angelina Jolie, colocam “Gia“ como uma das melhores cinebiografias sobre as drogas no mundo dos famosos, de uma forma nada glamourosa.

A ascenção meteórica, e a decadência , devido ao uso de heroína, fez de Gia Marie Carangi um exemplo nas telas e fora delas. A garota de Phildelphia contou com a sorte para brilhar nas passarelas e capas de revista do mundo todo, mas não sabia lidar as pressões desse mundo e de sua própria vida. Sua personalidade vulcância era acentuada por sérios problemas familiares, emocionais e por um constante preconceito frente à sua assumida bisexualidade. Talvez esses tenham sido os motivos que a levaram às drogas e a um fim trágico, aos 26 anos vítima da AIDS.

A vida de Gia Carangi é mostrada como uma orgia infindável pelo diretor Michael Cristofer, neste filme feito para a HBO. Com ares de documentário, Cristofer conseguiu fazer um trabalho que prima pelo bom senso e pela estética, intercalando depoimentos de amigos e conhecidos, com cenas do cotidiano da top model, interpretada por Angelina Jolie, de forma irretocável, culminando em seu primeiro Globo de Ouro de Melhor Atriz naquele ano.

Gia não era inocente e nem era frágil. Fez o que quis, levou uma vida sinuosa e cheia de excessos. Trabalhou para nomes como Armani, Diane Von Furstenberg, Dior, Levi’s, Maybelline, Versace, Yves Saint Laurent, os melhores da moda de sua época. Chegou a ganhar 10 mil dólares por dia e foi considerada a modelo mais bem paga do mundo durante três anos consecutivos. Seu único equívoco, em toda essa história de cinderela, tenha sido ão saber administrar suas relações afetivas – familiares e pessoais.

Insegura e carente, Gia encontrou na heroína o alento que não achou naquele que considerava o grande amor da sua vida, a maquiadora Linda (Elizabeth Mitchell) e na falta de apoio dos pais – sempre retratada de forma traumática –, o fio condutor de diversas crises da modelo, que alternava momentos de intenso amor – pela vida e pelas pessoas a seu redor – mas nunca por si mesma. Sem encontrar apoio na família, e ignorada pelos amigos, Gia chega a uma inevitável decadência em sua carreira, enquanto encara a crueldade da dependência química.

Por ser baseado em faos reais, o longa já ganha pontos no roteiro, escrito a quatro mãos por Jay McInnerney e Michael Cristofer. Os escândalos e problemas de Gia crescem a cada cena, e isso confere ao filme, muitas vezes, certa excessividade, porém não perde o lado crível. As fragilidades da protagonista são expostas de forma bastante diretas e pontuais, seja na fotografia, na edição ou nos diálogos. Roberto Garcia consegue a proeza de mesclar o luminoso dos desfiles com a agonia interna da modelo, em cenas pesadas, sem apelar para o óbvio. O figurino (Robert Turturice) é um banquete servido em pequenas porções, repleto de nomes famosos e marcas do mundo fashion.

Com um elenco formado por desconhecidos do grande público, Gia encontra na interpretação de Angelina Jolie a força para ser lembrado. A atriz, que até aquele momento não tinha feito nada memorável convence em um trabalho intenso, vibrante e hipnótico, que ofusca os demais, até mesmo a atuação de Faye Dunaway (excelente), como a agente e amiga Wilhelmina Cooper.

Assim como Gia era linda e louca, Jolie também servia à carapuça. Na época, a atriz dizia ter recusado o papel diversas vezes por se achar muito parecida com a personagem. O ineressante é que foi justamente com este longa que Angelina conseguiu dinheiro, fama, respeito da crítica e do público, e a ambição dos estúdios, tornando-se um dos nomes mais cobiçados da indústria do cinema.

Mesmo com alguns tropeços, o filme de Michael Cristofer cumpre seu fim, já que a prórpia Gia queria que sua história fosse contada para alertar ao mundo os perigos das drogas. Lançado em 1998, o longa rendeu dois Globos de Ouro (Atriz e Atriz Coadjuvante), um Emmy de Melhor Edição e foi indicado em mais cinco categorias, além de outros prêmios. Bom trabalho!

Nota: 8,0 / 10,0
Especial para o portal Cinema com Rapadura

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House Season 6 and counting…

Julho 28, 2009

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V Seminário de Cinema e Audiovisual

Julho 27, 2009

O Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual (SEMCINE) chega este ano a sua 5ª edição, já consolidado como um dos mais importantes eventos do cinema e do audiovisual no país. O V SEMCINE acontece a partir de hoje até julho a 01 de agosto no TCA.

Como nos anos anteriores, o V SEMCINE exibirá filmes inéditos na Bahia e no Brasil, e promoverá discussões e reflexões sobre a criação, produção, circulação e o consumo do audiovisual. A mostra de longas metragem contará com películas inéditas: “Karamazov”, “La Buena Vida”, “Intimidades de Shakespeare e Victor Hugo” e “Pau Brasil”, de Fernando Belens, em pré estréia nacional e internacional.

Como programação do ano França Brasil, será apresentada uma retrospectiva do grande cineasta Jean Luc Godard com a curadoria do pensador francês Alain Bergala, crítico do Cahiers de Cinema.
Serão apresentados também curtas metragens europeus premiados em vários festivais em parceria com The European Film Academy.

Nas reflexões e debates entre os seis temas que serão discutidos destacam-se “Godard Cinema e Poesia”, com a participação de Celine Scemama, intelectual francesa, estudiosa de Godard, de Alain Bergalá e de Angel Diez; “O Futuro do Cinema” com a presença do cineasta brasileiro vencedor do Festival de Brasília Kiko Goifman, de Montse Martí organizadora do “Digital Barcelona Film Festival – DIBA e Arlindo Machado; “Cinema e Política” com Paulo Paranaguá, jornalista do Le Monde e estudioso do cinema latino americano, Jim Finn cineasta americano que também apresentará seu filme de longa metragem intitulado “The Juche Idea” e Gustavo Dahl cineasta e crítico brasileiro.

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A História de Nós Dois (The story of us, 1999)

Julho 23, 2009

A certa altura, um personagem dispara: “O casamento é a eutanásia do romance”. Será mesmo? Essa é a pergunta que o diretor Rob Reiner tenta responder, ao contar as alegrias e problemas de um casal em crise, prestes a se separar e obrigados a encarar as verdades sobre seu relacionamento.

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Assistir “A hisória de nós dois” é um exercício de observação puro e simples. Levar a intimidade da relação para o cinema pode incomodar, fazer rir, criar identificação, mas nunca é fácil. A transição dos sentimentos para o papel, e depois para uma tela de cinema, não é lá tarefa das mais fáceis, e deve-se perder muito numa sala de edição, até o produto final chegue ao espectador. Por isso mesmo merece aplausos o trabalho pontual e tocante de Rob Reiner à frente deste longa. Ao direcionar o olhar para a rotina problemática de um casal aparentemente feliz, o diretor revela e disseca aquele que é o maior medo da vida a dois: descobrir que não se está mais apaixonado.

O espontâneo escritor Ben (Bruce Willis) e a prática fazedora de palavras cruzadas Katie (Michelle Pfeiffer) estão juntos há 15 anos, têm dois fihos lindos e uma casa de comercial de margarina. Mas isso não é o suficiente para mantê-los juntos, quando percebem-se intolerantes um com o outro. A ida dos filhos filhos Josh (Jake Sandvig), de 12 anos, e Erin (Colleen Rennison), de 10, a um acampamento de verão, leva o casal a uma separação de corpos, enquanto repensam sua vida juntos e decidem se devem ou não permanecer casados. É a partir daí que o drama de Reiner mostra a que veio.

O diretor não apela para a histeria, e até mesmo dosa os clichês tão comuns à tramas como esta. É na neutralidade de espaço entre os protagonistas, que ele injeta uma boa quantidade de momentos marcantes, mostrando os altos e baixos da relação e as consequências do amor, da raiva, da intolerância, do respeito (ou falta dele), do carinho na vida de Ben e Katie. Cada sentimento relembrado pelo casal é colocado por Reiner de foma não-traumática e sem gratuidade em flashbacks, ora de extrema felicidade, ora de extrema frustração, e por isso seu trabalho soa tão honesto.

“A história de nós dois” aproveita muito bem, além do talento óbvio, o carisma de Bruce Willis e a beleza de Michelle Pfeiffer. O ótimo elenco de apoio formado por Rita Wilson, Tim Matheson e Paul Reiser apresentam as metáforas mais absurdamente hilárias sobre o casamento e comprmisso, enquanto discursam sobre o abismo que acaba tomando conta das relações conjugais.

Alan Zweibel e Jessie Nelson assinam um roteiro que consegue ser brilhante na simplicidade. Além de proporcionar exelentes diálogos para os prersonagens centrais, brindam o elenco de apoio com tiradas divertidas e extravagantes. A dicotomia tão bem expressa em palavras, também o é em imagens. A fotografia de Michael Chapman (As Duas Faces de um Crime, Touro Indomável, O Fugiivo) privilegia o ambiente e as emoções dos personagens, aliado ao bom trabalho de edição de Robert Leighton (Harry & Sally, Questão de honra). Eric Clapton, que assina parte da trilha sonora, resumiu o espírito do filme com a baladinha “Get Lost”, nas cenas iniciais.

Aparadas as devidas arestas, Reiner fez um bom trabalho e soube superar o trivial. “A história de nós dois” não soa pretensioso, e não é mesmo. É um drama simples, com pequenas doses de humor, que entretem, faz refletir e ainda deixa um gostinho no ar de que é possível acreditar em finais felizes. Na tela, ou fora dela.

Nota: 8,0 / 10,0
Especial para o portal Cinema com Rapadura

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Há tanto tempo que eu te amo

Julho 20, 2009

(Il y a longtemps que je t’aime, 2008)
Sutil e envolvente, o drama do iniciante Philippe Claudel encanta, não por abordar as temáticas familiar e social, mas sim pelo cuidado para falar de recomeços. Uma linda obra.

Em alguns momentos da vida, somos forçados a tomar decisões, que de tão duras e inevitáveis, nos levam por caminhos pelos quais não estamos preparados. Esse é o caso de Juliett Fontaine (Kristin Scott Thomas), que acaba de sair da prisão após 15 dolorosos anos. Foi lá que a protagonista de “Há tanto tempo que te amo” construiu para si um muro onde escondia os problemas acarretados com a morte de seu único filho, em circunstâncias desconhecidas, faz crescer uma aura de mistério em torno da sua figura.

Suas primeiras horas de liberdade são marcadas pela ansiedade e pela espera. A partir de então, Juliette passa a viver com a irmã mais nova, Léa (Elsa Zylberstein), seu esposo, as duas filhas adotivas do casal e o sogro. Aos poucos começa a lidar com sua nova condição, mas a adaptação não é fácil, principalmente porque existe mágoa e ressentimento, não apenas entre as irmãs, mas de Juliette consigo mesma. Contar uma história em pequenas doses, deixa o espectador atento e curioso, ferramentas que Claudel conhece muito bem. Assim, Juliette e sua afeição à solidão, são mostradas “time by time”. Os motivos que levaram Juliett a cometer um ato tão condenável são diluídos “take a take”, em doses homeopáticas, expressão por expressão, mas também muito é dito quando nada é dito.

Mesmo com tantas restrições, Juliette consegue chamar a atenção do professor universitário Michel (Laurent Grévil), um homem com seus próprios demônios e um passado também obscuro. É ele quem consegue demolir a amargura, a frustração e os medos de Juliette, sempre de forma com muito tato. O mesmo não se dá com o Capitaine Fauré (Frédéric Pierrot), um homem desiludido, que busca em Juliette um fio de esperança para sua própria existência, o que acaba em um desfecho inesperado.

Kristin Scott Thomas despe sua personagem de beleza, maquiagem e vaidade. Tudo isso vai para segundo plano. Até mesmo as expressões e a forma de falar ajudar a construir uma Juliette a partir de silêncios e olhares. A personagem procura de forma gradual e muito cuidadosa, estabelecer novos horizontes em uma realidade desconfortável para si, e para o espectador. A atriz tem aqui uma das melhores atuações da sua carreira, indo mesmo além de outras fantásticas interpretações, também em obras igualmente soberbas.

Claudel é um escritor experiente, e as pequenas deficiências de seu début à frente das câmeras são esquecidas quando percebe-se a sutileza e sensibilidade com as quais constrói o drama. Talvez por isso o roteiro seja impregnado de frases que privilegiam os sentimentos e de nuances psicológicas bem desenvolvidas, expostas com extrema sensibilidade por um grande elenco. Para um iniciante, o romancista fez um trabalho soberbo, tanto em técnica quanto em produção, utilizando sabiamente a câmera para compor situações e sensações, auxiliada por uma fotografia, luminosa, que coloca sempre em destaque as expressões, além de manejar uma trilha sonora que vai além de compor estações.

O trunfo de “Há tanto tempo que te amo” é lidar com os sentimentos comuns a todas as pessoas. Claudel pincela emoções em suas linhas e dá um contorno especial às expressões de seus personagens, principalmente quando confronta, com extrema habilidade, opiniões e verdades absolutas. É possível, em muitos momentos entender e compartilhar das mesmas fraquezas e inseguranças de Juliette e Léa, a partir do olhar sobre o isolamento familiar, da negação social e do preconceito, do que pela compreensão do próprio crime em si.

Discutir o passado, a partir das conseqüências de um só para com a coletividade, é um ponto de partida para Claudel fazer o que faz melhor em seus livros, dissecar a alma das pessoas, suas razões e suas incertezas diante do mundo. A forma como as pessoas reagem ao saber que a protagonista cometeu um crime é deveras dualística. Ora se apresentam com aceitação, ora com rejeição e desconfiança. Crível ou não?

Pode-se dizer que esta é uma história de gente comum. A morte, a vida, o amor, a impotência, a coragem, a covardia… São sentimentos presentes em todo ser humano, e às vezes, é preciso dizer, como o autor bem o faz, que tragédias não respeitam classe social, que os dilemas não devem ser postos de lado, que as perguntas não devem ser ignoradas, que a vida não pára por que a gente não a acompanha.

Como confirma a própria Juliette, a vida segue. Com ou sem a gente. Por isso, quando o filme termina, a gente fica um pouco desorientado, apático. Talvez porque as revelações do filme não são sobre personagens críveis, mas sobre nós mesmos.

* Especial para o portal Cinema com Rapadura

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Budapeste (2009)

Julho 19, 2009

José Costa (Leonardo Medeiros) é um ghost-writer, escritor especialista em escrever livros para terceiros sob a condição de permanecer anônimo. Na volta de um congresso, Costa é obrigado a fazer uma escala imprevista na cidade de Budapeste, o que desencadeará uma série de eventos envolvendo-o em uma surpreendente história.

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Baseado no famoso livro de Chico Buarque, Budapeste basicamente é uma transposição, guardadas as devidas liberdades cinematográficas. Nunca gostei de Chico e nunca ouvida falar em Budapeste além do que dizem os livros de Geografia. Depois que assisti o filme, tudo continua na mesma, mas gosto da forma de Leonardo Medeiros atuar: confiante, sedutor, passional. O cara é bom!

Definitivamente este é um filme de amor e de desprendimento. Amor, porque trata de sentimentos, de emoção, do que cala fundo. Desprendimento porque trata-se de abandonar raízes, desenlaçar, e portanto, amadurecer. E é um filme bonito, gostoso de ver, ciom um desfecho bacana e pra cima. Afinal, filme brasileiro não é só comédia escrachada ou drama lacrimal. Também pode ser equilíbrio!
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It’s only rock’n roll but I like it

Julho 14, 2009

O cinema e a música desde sempre formam uma combinação explosiva. O rock encontrou na sétima arte um ótimo companheiro de “baladas”, o veículo perfeito para expor seus dilemas, estigmas, personagens, enfim, seu “way of life and style”.

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Já escrevi sobre a data aqui, mas é interessante a idéia de se comemorar algo que tem mudado a vida das pessoas por décadas, representando muito mais que acordes e rifs aleatórios.

Pelo dia, vale a pena mencionar alguns bons exemplares do gênero, porém, alguns destes são inquestionáveis e também um dos meus preferidos. Enjoy it!

- A Hard Day’s Night(1964);
- Curtindo a vida adoirdado (1986 – vale pela atitude, né?)
- The Doors (The Doors, 1991);
- The Commitments (1991);
- Alta Fidelidade (2000);
- Quase Famosos (2000);
- Rock Star (2001);
- Escola do Rock (2003);
- Johnny & June (2005);
- Elvis, O início de uma lenda (2005);
- Rolling Stones: Shine a light (2008).

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A Proposta (The Proposal, 2009)

Julho 10, 2009

A função de uma comédia romântica não é ser uma obra-prima, mas é interessante perceber como os críticos tentam sempre desmoralizar este estilo. Para assistir a um filme assim é necessário baixar a guarda, abrir a mente e “let it flow”.

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Entreter é a proposta de “A Proposta”, um exemplar bacanérrimo do que estou falando aqui. Sem sair do lugar comum, o longa de Anne Fletcher (Vestida pra Casar) é bastante previsível, mas nem por isso menos divertido: o roteiro de Peter Chiarelli rende piadas ótimas (e há também as sem graça), Sandra Bullock volta á boa forma desde Miss Simpatia, Ryan Reynolds prova que tem timming (ainda que pouco desenvolvido) para as comédias.

Margaret Tate (Bullock – “Amor à Segunda Vista”, “A Casa do Lago”, “Forças do Destino”) é uma verdadeira bruxa. Editora de uma poderosa empresa, ela ive apenas para o trabalho e inferniza a vida de seus assistente Andrew Paxton (Ryan Reynolds – “Blade”, “Um segredo entre nós”). Prestes a ser deportada para o Canadá, a durona faz uma proposta nada convencional a Andrew, o que culmina em um divertido e revelador final de semana no alasca. Cativante até não poder mais, o filme só peca pelo desfecho que, confesso, decepciona um pouco, mas também não apela para o meloso “happy end” tradicional. para sanar o problema, a diretora parece ter apelado para os créditos, onde traz cenas de desdobramento do longa.

A trama faz um mix das receitas de uma boa comédia romântica: dois belos protagonistas, choques culturais, confronto de sentimentos, piadas apolíticas, situações inusitadas que rendem boas gargalhadas e o típico blá, blá, blá. A comédia romântica é um filão no qual Bullock sente-se em casa, e Reynolds não fica atrás. Graças a eles “A Proposta” tem sido um grande sucesso em bilheteria. Merecido!
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