O Casamento de Rachel: Me desculpem os mais afoitos, mas Jonatham Demme desta vez perdeu a mão feio e quase conseguiu fazer um filme insuportável. Saí do cinema mais deprimida do que quando vi Ensaio sobre a Cegueira. Histórias familiares, ao meu ver, são muito difíceis de fazer, é um trabalho árduo conseguir o tom certo sem cair na pieguice, no exagero, no clichê. Aqui há músicas demais, dramas demais e uma grande tragédia, esta aliás, muito profunda pra ser resolvida como foi. Realmente gostei de muito pouca coisa nesse filme, mas uma delas realmente foi a Anne Hathaway. Muito comovente, egoísta e inspirada a sua atuação. Mereceu sua indicação ao Oscar!

Watchmen: Já me perguntaram o que eu acho desse filme e eu já respondi mil vezes, como total leiga em Watchmens que não gostei muito. Claro que tem coisas muito bacanas, personagens dúbios e uma série de tiradas fantásticas. Visualmente é um desbunde e dá vontade de saber mais sobre toda a saga, mas não dá pra dizer que é uma obra-prima como The Dark Knight ou Iron Man. Sou fã de Synder, respeito seu trabalho mas escalar o Patrick Wilson para o Coruja? Ele é tão looser quando o George Mc Fly de De volta para o futuro e o Ozymandias tem sérias tendências homossexuais… Me senti num filme do Schumaccer…
Velozes e Furiosos: Sempre fui fã de filmes de ação, até mesmo dos mais mentirosos e por isso torcia por essa fraquia desde que vi o primeiro trailler. É um filme puramente e simplesmente visual em todos os aspectos. Claro que não há como passar impune pela trilha sonora, pelos carros, pelos dilemas dos personagens de Diesel e Walker, pela fantástica cena de abertura. Para o que se propões, Velozes e Furiosos ganha nota 10 e vai além!
Por Amor: Adoro filme mulherzinha, adoro filme de amor, comédias românticas, dramas e choro mesmo, mas foi quase impossível aguentar as duas horas pra ver essa bomba. Não sei se eu é que não estava sensível no momento ou é a história mesmo, que é toda amarradinha, mas não me agradou. Pheifer mereceia uma volta melhor e Kutcher um debut mais adequado. Não há a menor credibilidade nas interpretações e é até constrangedor ver bons atores (sim, eles são!) em papéis tão rasos. Claro que essa é uma opinião bem pessoal, personalíssima aliás…

