
Dúvida
Março 9, 2009
Para começar, devo dizer que adoro filmes com desfecho em aberto. Claro, que para isso, o filme em questão deve ser bem construído, co uma narrativa inteligente, e claro, uma boa edição. Esse é o caso de Dúvida (Doubt, 2008) uma adaptação teatral ganhadora do Pulitzer.
Indicada ao Globo de Ouro e ao Oscar deste ano em cinco categorias, o longa trata basicamente de uma batalha pessoal entre a intolerante Irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep) e o moderno Padre Flynn (Philip Seymour Hoffman). Ambos trabalham em uma rígida instituição escolar que recebe pela primeira vez um aluno negro. Após uma pregação a Irmã Aloysius desperta a dúvida no coração de sua congragação e também nos nossos sobre a conduta do pároco. As coisas começam a piorar quando a novata e inexperiente Irmã James (Amy Adams) faz um comentário de um fato sobre o qual não tem certeza.
Em uma cruzada solitária a personagem de Streep atormenta o pároco de todas as formas possíveis. O embate chega em um delicioso e denso diálogo onde confrontado, Padre Flynn acaba por se reirar da instituição. Definitivamente este é um filme sobre intransigência, mas também sobre moral. Não importa quem é o protagonista dessa batalha, se uma religiosa ou eu e você. A reflexão a que a história nos convida é sobre o que vemos e o que achamaos que vemos. Na dúvda: mantenha a boca fechada!
Merecidamente Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman ganharam suas indicações e nehum prêmio. Uma pena. Todos fazem um trabalho belíssimo, mas aqui, quem brilha é Amy Adams e Viola Davis em um roteiro brilhantemente adaptado, como não se vê a tempos! Pena a pouca projeção dada ao longa. Aqui em Salvador, já está a sair de cartaz.