
O Leitor: Superestimado!
Março 7, 2009
Stephen Daldry é repsonsável por um dos filmes que mais gosto na vida, “As Horas”. Com “O Leitor” ele volta a emocionar, mas de uma forma bem fria. Soou meio antagônico? mas é assim que seu novo trabalho é. Publicado em 1995, o livro homônimo de Bernard Schlinkteve uma hisória de indas e vindas: passou pelo dramaturgo inglês David Hare, Anthony Mighella, Sidney Pollack, até chegar em Daldry.
Embora queira se mostrar sem sentimentalismo gratuito ou mesmo sem se colocar em um pedestal ao abordar, ainda que timidamente o holocausto, “O Leitor” constrói uma linha de roteiro coesa, sem muitos estereótipos enquanto discute as mazelas deixadas a uma geração que embora não tenha vivido ativamente o horror do nazismo, é obrigada a conviver com seu estigma.
Michael Berg (David Kross) é um adolescente de 15 anos que vive na Alemanha pós-guerra e que acaba desenvolvendo uma relação sexual com Hanna Schmitz (Kate Winslet), 20 anos mais velha e aparentemente cheia de segredos. Pincelado por grandes clássicos da literatura o romance dos dois termina de forma abrupta, com o desapareciemnto de Hanna. Somente anos depois, quando estudante de Direito, Berg reencontra-se com sua grande paixão de juventude, ao descobrir seu passado marcado por crimes nazistas.
Muito do sucesso e receptividade do público e crítica em volta do longa se deve às interpretações de Kate Winslet, que vinha de uma campanha fabulosa, e Raph Fiennes, dois queridinhos ingleses e muito elogiodas na meca Hollywoodyana. David Kross, um jovem ator de origem alemã (irõnico??) é um dos grandes destaques da produção ao lado de Winslet, com quem protagonizou as tão famosas cenas de sexo do longa eque não estão retratadas de forma vil. Ao final o público pode perceber como essa relação afetou a ambos de forma drástica.
“O Leitor” é um filme que fala, basicamente, sobre perdão, sobre a alforria de sentimentos. Hanna e Michael são pessoas comuns, a despeito de quaisquer erros do passado e mostram como uma simples palavra pode mudar tudo, assim como o orgulho de Hanna em não admitir suas falhas e o motivo pelo qual é injustiçada no julgamento, o de Michael em reconhecer o quanto essa mulher comum e cheia de falhas foi importante em sua vida. Um belo filme!