
As Duas Faces da lei: Desnecessário e Desconfortável
Outubro 14, 2008Gosto de pensar que De Niro e Pacino toparam aparecer nesse caldo insosso mais para agradar aos fãs, do que deixar algo para a posteridade. As duas faces da lei não acrescenta nada à filmografia dos astros, não empolga e não resistirá ao tempo. É desconcertante assistir a uma idéia, alimentada há 30 anos, naufragar em meio a um roteiro pífio e a uma direção morna. O longa vale a pena, apenas pelo que representa.
Em Righteous Kill, David Fisk (Al Pacino) e Thomas Cowan (Robert De Niro) são detetives do Departamento de Polícia de Nova York. Amigos e parceiros há 30 anos, perto da “temida” aposentadoria embarcam na investigação do assassinato de um conhecido cafetão, que os levam a um crime resolvido anos atrás. O criminoso, culpado de assassinato, é morto por uma espécie de serial killer poeta. As coisas começam a complicar com a formação de uma equipe especial de investigação, montada para descobrir a identidade do maníaco, possivelmente um policial.
Responsável pelos açucarados “Tomates Verdes Fritos” (1991) e “Íntimo e Pessoal” (1996), Jon Avnet bem que tentou, mas não conseguiu levar para a telona um thriller empolgante. Talvez essa tarefa, ingrata, ficasse melhor em mãos mais experientes. O filme não se define entre um thriller psicológico ou um drama policial. A fotografia e a trilha sonora insossa também não colaboram. O roteiro de Russel Gwertiz (O Plano Perfeito) não foi suficientemente trincado para sustentar as atuações de De Niro e Pacino, que nadam, nadam e quase morrem na praia.
É gostoso vê-los em cena, contando suas piadinhas, mostrando seus lados canastrões (sim, infelizmente) e encarnando os típicos estereótipos dos policiais “fodões”. Esporadicamente aparece o furor de Tony Montana (Scarface) ou a raiva incontida de Travis Bickle (Taxi Driver). Se Avnet fez uma coisa realmente digna de aplausos, foi exemplificar, durante toda a projeção, a relação de amizade entre os dois policiais, pontuada por duas cenas lindíssimas no início do filme e outra no derradeiro final. Aliás é bom lembrar que a sequência de “terapia” é uma das melhores do filme – tanto em diálogos como em planos.
Pacino e De Niro colecionam prêmios e indicações aos montes. O primeiro faturou o Oscar por “Perfume de Mulher” (1992), e o segundo venceu duas vezes, por “Touro Indomável” (1980) e “O Poderoso Chefão II” (1974). Lendas vivas do cinema norte americano. A idéia de juntar os astros sempre esteve viva na cabeça de fãs e também da indústria cinematográfica desde Fogo contra Fogo (1995). Porém, condenar ambos a uma película aquém do talento e da história que representam é no mínimo, constrangedor. E eles não precisavam passar por isso.
No mais, o filme conta com um bom time de apoio: Carla Gugino (Sin City e O Gângster); John Leguizamo (Romeu + Julieta -1996); o irregular Donnie Wahlberg (O Sexto Sentido) e Brian Dennehy (Rambo I – 1992). E é só. Uma pena!

Oi Débora,
vim lhe trazer um convite/pedido: em compartilhar esse seu texto em meu blog.
Claro que com a sua assinatura, e o link do seu blog.
E Grata, por linkar meu blog no seu!
Como também Parabéns, pelo texto e blog!
Beijo grande,
Claro colega! é um prazer… Pode mandar bala! Rs… E adorei o que vc falou, que os críticos já têm o seu lugar.
Um beijão
Débora,
pronto! Seu texto agora também está enriquecendo o blog.
http://lella.wordpress.com/2008/10/24/as-duas-faces-da-lei-righteours-kill/
Grata!
Beijo grande,
Débora, o ‘Cinema é minha praia está na final para o BEST BLOG BRASIL 2008. Sendo assim…
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http://u1.orkut.com/Main#CommMsgs.aspx?cmm=7406826&tid=5283110713850938615
Huhu!
Beijo grande,