Posts de Outubro, 2008

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Ops!

Outubro 30, 2008

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Da série todo mundo já viu, mas eu só vi agora: Antes do Amanhecer

Outubro 27, 2008

“A magia não está em mim, nem em você, mas nos espaço entre a gente”. - Kath Bloom – Come Here

Pode parecer que não, mas a história de Antes do Amanhecer (Before Sunrise, 1995) aconteceu de verdade. Para dirigir e escrever o roteiro deste filme, Richard Linklater (Waking Life) baseou-se em uma experiência pessoal, que ele mesmo tivera com uma mulher que conheceu na Filadélfia. Uma real história de amor à primeira vista, capaz de durar uma vida inteira.

… e foi aí que o filme me ganhou. Encantador do começo ao fim, Antes do Amanhecer é a junção do crível com os desejos mais secretos que existem em nós, pois coloca a divagar em tudo que poderia acontecer em diversas fases de nossas vidas, se nos permitíssemos apenas ser espontâneos, loucos, se nos deixássemos apenas sermos conduzidos. Sim, porque os protagonistas Jesse e Celine são eu e você!

Enquanto ela é idealisata, ele é pragmático. Enquanto ela demonstra fortaleza e convicção, ele se rvela um romântico escondido,insesguro.As personalidades são uma espécie de metáfora no longa e é daí que os diálogos vão se desenvolvendo. Importante perceber que o que os coloca frente a frente é uma ocasião, um delírio do destino, mas a busca, as perguntas e as respostas são as mesmas: Como encontrar o amor, a felicidade, o sentido da vida? E ao mesmo tempo como crescer sem se sentir sufocado pelo peso das responsabilidades que a sociedade nos impõe e que nós mesmos nos cobramos, que fazem parte da vida adulta?

Em determinadas cenas, a exposição de sentimentos é tão gritante para um filme que usa e abusa do simples, do pouco, da ternura. Os personagens principais, apesar de estarem na fase dos “20 e poucos”, abordam a velha relação homem x mulher em meio a uma “aventura adolescente/adulta” ingênua. Linklater caprichou: dois jovens atores totalmente conectados com o texto, digressões inteligentes, paisagens e lugares de uma Viena fotografada de maneira sensível, uma trilha sonora delirantemente feita para derreter a alma até dos mais insensíveis, simplicidade e muita sutileza. Sem sombra de dúvidas, esse é definitivamente um dos filmes mais bacanas e românticos que eu já assisti até hoje.

Antes do Amanhecer é um filme que tem um recado e é um retrato. Recado de uma geração preocupada consigo mesma e com seus sentimentos; e um retrato de que o ser humano é uma das coisas mais belas que existe na terra.Antes do Amanhacer é mais uma de amor, mas com sutilezas deliciosa. Por isso é diferente do soutros filmes, e apesar de ter sido feitos em 1995, ainda continua inteiramente novo, atual, moderno e útil. Muito útil pq ele nos deixa incomodados, pelo menos deixou a mim, e talvez por isso, escreva esse post sob o comando das emoções.

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Amar… Não tem preço

Outubro 25, 2008

O dinheiro não compra tudo, assim como a beleza é super estimada e mais um monte de coisas. São tolices como essas que nos enganam quando estamos em busca, de forma sincera, ou procuramos, de maneira pretensiosa,  pelo amor. E é disso, basicamente, que se trata o adorável “Amar… Não tem preço” (Hors de Prix, França, 2006).

Charmoso, sexy e muito divertido, o longa é descaradamente inspirada em “Bonequinha de Luxo”, clássico do cinema ianque que eternizou Audrey Hepburn como ícone da moda e de tudo que é fino e classudo. Irène (Audrey Tautou), uma biscate de luxo profissional, vive a extorquir velhos milionários em troca de dinheiro e muito luxo. Fútil e bela, uma noite ela conhece o tímido Jean (Gad Elmalehé), com quem passa uma noite de amor. Ela não contava, contudo, com a realidade de que o rapaz é um garçom pobretão.

“Amar… não tem preço” é uma comédia redondinha, sedutora e com o tradicional final romântico. Tatou esbanja carisma com a sua interesseira Irène. A princípio fria, aos poucos seu personagem ganha ares de gata borralheira, mas tudo com muito glamour e sofisticação. Elmalehé faz o patinho feio que acaba ganhando, após muitas trapalhadas e uma conta bancária no vermelho, o coração da Cinderella malandra.

Entre modelos Givenchy e jóias Cartier, os protgonistas seguem por uma França, que não se cansa de ser bela. Pierre Salvadori, diretor de  “Boas Intenções”, explorou a Riviera Francesa de forma fantástica: sonhadora e paradisíaca. O filme tem momentos cômicos impagáveis: é hilária a forma como Irère arranca dinheiro do pobre garçon e, depois, como o ensina a fazer o mesmo que ela: dar o golpe do baú. Entretanto, nem tudo é diversão, por trás dos risos e da belíssima fotografia, há a crítica social, a idéia cínica de felicidade pelo status (dinheiro) persegida por Irène e a idealização do amor e submissão por ele, características do personagem Jean.

Apesar de não apresentar grandes planos, um roteiro impecável ou mesmo atuações excepcionais, “Amar… Não tem preço” é um filme indispensável por que faz bem, diverte e deixa um gostinho  bom no ar… Aquele gostinho sabe? De querer se apaixonar…

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Da série todo mundo já viu, mas eu só vi agora: 9 Canções

Outubro 23, 2008

“Quando lembro de Lisa, não consigo me recordar de seu rosto ou de seus cabelos. Quando penso nela, lembro do gosto de sua pele e do seu perfume…” . Matt

9 Canções (9 Songs, 2004) definitivamente não é um filme para muitos, já que desperta as mais contraditórias ou preconceituosas interpretações: seja na sua trilha sonora, seja nas cenas de sexo, seja nas poucas palavras trocadas entre os protagonistas, seja nas analogias com a Antártida. 9 Canções em um primeiro momento, choca; e em um segunto tempo, te faz querer entendê-lo. E depois, fica aquela sensação horrível da efemeridade dos relacionamentos, dos sentimentos entre homem e mulher tão comuns e ainda tão pouco desvendados e a pergunta: Do que ele quer falar, afinal? 

Nove bandas de rock são a base do longa, tido como um dos mais revolucionários filmes de Michael Winterbotton, um diretor que sempre primou pela diversidade. A história de Matt e Lisa, contada sob três viés – música – sexo – poesia -, me pegou desprevenida. A indicação veio de um amigo, mas confesso que não gostei.  Acho que talvez eu não soube olhar além. É o tipo de filme que depende quem vê… E de quem sente!

O longa transpira sexo ( o que é bom), mas não traz nenhuma reflexão em cima dele (perdoem-me o trocadilho!). Não há uma exploração da relação do casal, as finas possibilidade de conflito são tênues e pouco impressionistas. Se há algo realmente a comentar é a fotografia, belíssima em alguns momentos ao utilizar luz natural, o que lembra muito as questões do Dogma 99 (Ou seira 95? Whatever…).  A trilha sonora, que também deveria ser um ponto fortíssimo do longa, acaba na mesmice, já que nada acrescenta e as apresentações são apenas panos de fundo para que os protagonistas se conheçam.

Valeu a tentativa, mas a produção termina com vontade de dizer algo, parece que perdeu voz e ficou rouca no meio do caminho. Não há profundidade, não há tensão e no final, só há aquele vazio que comentei, a sensação de 96 m perdidos de uma forma bem banal e gratuita .

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J.V.C.D: Tiro de misericórida?

Outubro 22, 2008

… E o grande herói de inúmeras sessões da tarde e de domingo também, volta aos cinemas. É preciso muita coragem, mas Jean Claude Van Damme prova que tem “colhões” e não se preocupa em parecer ridículo. Após anos no ostracismo, sem lançar algo realmente interessante, o ator belga convoca os cinéfilos de plantão para conhecer J.V.C.D., seu mais novo projeto na telona , e tirar suas próprias conclusões sobre esta, que promete ser a sua grande virada na indústria cinematográfica. 

As críticas têm sido favoráveis ao eterno Dragão Branco.  O filme de Mabrouk El Mechri foi diagnosticado como um thriller de terror ou suspense, mas pende mais para o lado da ação e da comédia. Há quem diga que não vão faltar referências e comparações com a própria vida do ator, já que o personagem principal, um ator de filmes de ação que um dia já foi grande, agora tem que dar duro para viver e manter a guarda da filha. Ao que tudo indica, o ator belga está confiante com a recepção de crítica e também dos fãs; já que talvez nem ele mesmo acreditasse que o filme pudesse dar certo. “O que o diretor Mabrouk El Mechri fez por mim é o mesmo que o diretor Martin Scorsese fez pelo ator Rober De Niro anos atrás”, declarou Van Damme à imprensa.

No começo deste ano, Van Damme declarou que não faria mais filmes de ação e nem por dinheiro. “Tenho de respeitar minha base de fãs, as pessoas que me fizeram famoso, mas estou tentando trazer algo diferente (…) É uma imagem diferente para Jean-Claude Van Damme”, disse.

Então tá bom. Vamos sentar, ver e esperar o que acontece. Pode ser que uma produção com a maior cara de filme B, revele-se um grande azarão!  Pelo trailler, uma coisa é certa: o filme é uma boa diversão, com altas doses de ironia e também, pancadaria (como não poderia deixar de ser).  Especulações à parte, é muito bacana ver um dos grandes referencias de heroísmo da minha época, de volta à ativa, de uma maneira bacana e brincando com sua própria imagem. J.V.C.D. tem estréia programada no Brasil para 7 de novembro.

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Espelhos do Medo: Mais um besteirol americano

Outubro 18, 2008

“Espelhos do Medo” parte de uma idéia bem bacana, porém mal estruturada. Dirigida de forma mediana por Alexandre Aja (Viagem Maldita – 2006), o que poderia vir a ser um excelente thriller de terror acaba virando um suspense meia-boca, bem vagabundo.

Após começar de maneira brilhante, inclusive nos créditos, Aja interrompe uma narrativa condensada, que mostra um herói complexo e atormentado, para investir em sustos fáceis e na fórmula Spilbergiana de não mostrar o que se deve ver. Na história dessa refilmagem (Into the Mirror – coreano) há espaço para boas idéias, como a relação que o ser humano estabelece com seu próprio reflexo e toda uma psicologia interessante. A seqüência de abertura do filme, quando a câmera mostra pela primeira vez a dimensão e grandiosidade do antigo casarão é fantástica, assim como o final, ousado e que não cai no lugar comum.

Há a tentativa de criar tensão, com as insistentes idas ao local por parte do personagem Sutherland, pombos assustados e sombras aos montes. Apesar do bom trabalho de iluminação, de uma trilha sonora bem colocada, não há momentos do dito terror. O espectador não é premiado com um sustinho sequer; há bons momentos, mas eles são poucos. E por isso, o filme de Aja se classifica como mais um entre tantos  do gênero, pois não faz diferença nenhuma; é mais um besteirol americano.

Kiefer Sutherland, um ator absurdamente talentoso, sustenta o filme do início ao fim. Infelizmente acabou vítima de seu próprio talento, assim como outros atores de sua geração. E é por ser refém de si mesmo que ele aceita fazer bombas como essa. Nos momentos finais do filme é nítida a comparação com seu papel de maior sucesso até hoje. Seja nos trejeitos, na forma de lutar ou no olhar, o espectador tem a impressão de estar a assistindo o Jack Bauer de “24 Horas”, nem que seja por alguns instantes.

“Espelhos do Medo” é uma ótima opção para entreter, mas fica devendo no que mais se propõe: assustar.

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Campanha internacional por um cinema melhor

Outubro 15, 2008

Vídeo: Paz nos cinemas
Mauricio Saldanha: Autoria, idéia, interpretação e churumelas…

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As Duas Faces da lei: Desnecessário e Desconfortável

Outubro 14, 2008

Gosto de pensar que De Niro e Pacino toparam aparecer nesse caldo insosso mais para agradar aos fãs, do que deixar algo para a posteridade. As duas faces da lei não acrescenta nada à filmografia dos astros, não empolga e não resistirá ao tempo.  É desconcertante assistir a uma idéia, alimentada há 30 anos, naufragar em meio a um roteiro pífio e a uma direção morna.  O longa vale a pena, apenas pelo que representa.

Em Righteous Kill, David Fisk (Al Pacino) e Thomas Cowan (Robert De Niro) são detetives do Departamento de Polícia de Nova York. Amigos e parceiros há 30 anos, perto da “temida” aposentadoria embarcam na investigação do assassinato de um conhecido cafetão, que os levam a um crime resolvido anos atrás. O criminoso, culpado de assassinato, é morto por uma espécie de serial killer poeta. As coisas começam a complicar com a formação de uma equipe especial de investigação, montada para descobrir a identidade do maníaco, possivelmente um policial.

Responsável pelos açucarados “Tomates Verdes Fritos” (1991) e “Íntimo e Pessoal” (1996), Jon Avnet bem que tentou, mas não conseguiu levar para a telona um thriller empolgante.  Talvez essa tarefa, ingrata, ficasse melhor em mãos mais experientes. O filme não se define entre um thriller psicológico ou um drama policial. A fotografia e a trilha sonora insossa também não colaboram. O roteiro de Russel Gwertiz (O Plano Perfeito) não foi suficientemente trincado para sustentar as atuações de De Niro e Pacino, que nadam, nadam e quase morrem na praia.  

É gostoso vê-los em cena, contando suas piadinhas, mostrando seus lados canastrões (sim, infelizmente) e encarnando os típicos estereótipos dos policiais “fodões”. Esporadicamente aparece o furor de Tony Montana (Scarface) ou a raiva incontida de Travis Bickle (Taxi Driver). Se Avnet fez uma coisa realmente digna de aplausos, foi exemplificar, durante toda a projeção, a relação de amizade entre os dois policiais, pontuada por duas cenas lindíssimas no início do filme e outra no derradeiro final. Aliás é bom lembrar que a sequência de “terapia” é uma das melhores do filme – tanto em diálogos como em planos.

Pacino e De Niro colecionam prêmios e indicações aos montes. O primeiro faturou o Oscar por “Perfume de Mulher” (1992), e o segundo venceu duas vezes, por “Touro Indomável” (1980) e “O Poderoso Chefão II” (1974). Lendas vivas do cinema norte americano. A idéia de juntar os astros sempre esteve viva na cabeça de fãs e também da indústria cinematográfica desde Fogo contra Fogo (1995). Porém, condenar ambos a uma película aquém do talento e da história que representam é no mínimo, constrangedor. E eles não precisavam passar por isso.

No mais, o filme conta com um bom time de apoio: Carla Gugino (Sin City e O Gângster); John Leguizamo (Romeu + Julieta -1996); o irregular Donnie Wahlberg (O Sexto Sentido) e Brian Dennehy (Rambo I – 1992). E é só. Uma pena!

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Busca Implacável: Pipocaço!

Outubro 13, 2008

“- Não sei quem você é. Não sei o que você quer. Se for resgate, vou avisando, não tenho dinheiro. Só tenho a habilidade adquirida em uma longa carreira nas sombras. Habilidade que faz de mim um pesadelo para gente como você. Se soltar minha filha agora, tudo estará resolvido. Não irei atrás de você; sem procura nem perseguição. Se não soltar, vou atrás de você, e vou encontrá-lo. Acabo com você”
- Good Luck ”

Ex-agente do governo, Bryan Mills leva uma vida comum, tentando se esquivar do passado e lutando para ser um pai presente na vida de sua única filha, Kim Maggie Grace. Após das permissão para uma viagem á Paris, ele se vê ás voltas com o seqüestro de Kim, por uma quadrilha de traficantes de mulheres. Ele tem 96 horas para encontrá-la ou estaráperdida para sempre. O pano de fundo dessa aventura é Paris: do submundo á casas de família, das suntuosas festas de classe alta, ao universo das drogas, da prostituiçlão e dos feitiches masculinos.

O foco do filme é o fato de se fazer justiça com as próprias mãos, indo em busca de vingança (por um motivo nobre e relevante) .  Cada tiro disparado, cada porrada, cada palavra é justificada ou justificável pelo amor de pai, e m busca incessante para encontrar a filha. Bryan não deixa ninguém vivo, não alivia a barra de ninguém e apesar do lado amoroso, não exita em mostrar uma faceta fria. Busca Implacável até que pode não ser politicamente correto: a história não é nova – alías, nada é novo -, mas pelo menos as piadinhas estão melhores.

Pierre Morel (13º. Distrito), com a ajuda de Luc Besson, fez um bom trabalho na direção: ritmo frenético, clichês onde devem estar, cenas de luta bem coreografadas e o mais importante, soube conduzir uma hitória bacana e extrair o melhor de um ator como Liam Neeson.  Aliás, o filme todo é uma referência aos filmes de espionagem e ao grande personagem que os representa. E é aí que começamos a pensar sobre o potencial de Neeson para ser o próximo James Bond.

O roteiro de Luc Besson e Robert Mark Kamen  dá ao espectador um personagem inteligente, sem nenhum tato e altamente passional: são 97 minutos mostrando, de todas as formas possíveis, que ele é capaz de salvar o mundo, assim como Bond.  A diferença é que enquanto um é vil e egocêntrico, o outro é passional  e extremamente motivado.  Neeson veste muitíssimo bem essa carapuça, e apesar dos poucos músculos e das poucas falas, o ator ganhador do Oscar (A Lista de Schindler) não faz feio. 

Não vale a pena comentar as atuações deste filme. A filha do herói é uma adolescente chata com ares de criança de 5 anos, fazendo birra o tempo todo e a Framke Jenssen (que já foi BondGirl), interpreta uma insossa ex-esposa. Juntando a isto o roteiro regular e uma trilha sonora mal-passada, Busca Implacável só emplaca mesmo como diversão de fim dim de tarde.