Posts de Julho, 2008

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Arquivo X 2: Eu “ainda” quero acreditar

Julho 26, 2008

Padre Joe (Billy Connolly) tem visões de uma agente do FBI desaparecida em perigo. Em companhia dos agentes Dakota Whitney (Amanda Peet) e Mosley Drummy (Xzibit), ele tenta resgatar a jovem ainda com vida. Impressionada com os resultados, mas ainda incrédula pelo passado impróprio do padre, Whitney pede a ajuda dos veteranos Fox Mulder e Dana Scully  na caçada dos culpados pelo rapto da agente.

Sempre fui fã de Arquivo X. Sempre acompanhei a saga de Fox Mulder e Dana Scully por respostas a fenômenos sobrenaturais por um longo tempo. E como todos os fanáticos, chorei e xinguei Chris Carter quando a série chegou ao fim, “Arquivo X 2 – Eu quero acreditar” chega aos cinemas com dez anos de atraso, mas ainda não é o filme que se esperava ver.

Enquanto Scully reluta em reviver o passado, Mulder vê uma oportunidade de voltar à ativa. A dupla vive no maior estilo “casalzinho” em uma propriedade no interior, desde que o departamento Arquivo X foi fechado pelo Bureau. Dana trabalha como médica em um hospital católico (e pela enésima vez está em um conflito científico/religioso) enquanto Mulder passa os dias em casa, recluso em seu mundinho “paranormal”, ainda em busca de respostas.

Ao partir para ajudar Mulder em sua ensandecida, mas compreensível jornada de volta aos casos Arquivo X, Dana não abandona seu emprego e é dela, as cenas mais densas do filme. O racional está presente na relação dela com o pedófilo Padre Joe e na situação que enfrenta com um paciente terminal. Duchovny interpreta mais do velho Fox, mas nem por isso menos competente. David Duchovny e Gillian Anderson vendem esses papéis de maneira soberba, e talvez por isso deram tão errado em carreira-solo. A química é inegável! Não dá para dissociar.

Apesar da seqüência inicial – espetacular – e da trilha sonora – sempre remetendo à série – a direção e o roteiro de Chris Carter e Frank Spotnitz, não consegue convencer muito bem, e escolheram manter o foco mais no aspecto psicológico da dupla de protagonistas do que em fenômenos inexplicáveis.

Razoável, com um desenvolvimento irregular e um final melancólico, o filme conserva a tensão, a curiosidade e plástica que fizeram de Arquivo X um sucesso em todo o mundo, porém não dá o que se espera. Mas isso até que pode ser uma coisa boa… Ou não! Eu ainda espero alguma outra coisa, eu ainda quero acreditar que o melhor está por vir. E que venha Arquivo X 3!

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Heróis humanizados e vilões ainda mais!

Julho 18, 2008

Qualquer cinéfilo, ou pelo menos qualquer pessoa que tenha curtido “Batman Begins” e gosta de quadrinhos, deve ter sofrido com a ansiedade da estréia de Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008). Se no primeiro fomos apresentados à trajetória do herói mascarado e suas novas experiências como justiceiro, agora vemos no que suas ações transformaram Gotham City.

A cidade vive dias melhores graças às ações de Batman (Bruce Wayne / Christian Bale), Jim Gordon (Gary Oldman) e do promotor Harvey Dent (Aaron Eckhart), um homem obstinado por justiça e incorruptível, que não poupa esforços para livrar a cidade da máfia.  Batman agora é uma esperança real contra o mal, admirado e imitado, o guardião de Gotham. O problema é que tanta justiça começa a incomodar os criminosos. E eis que entra em cena o desconhecido e descontrolado Coringa (Heath Ledger), uma chance palpável – para os vilões – de acabar de vez como o herói mascarado.

Dessa vez o filme não é todo do Batman, mas de uma história contagiante e personagens sedutores. Harvey Dent, que no futuro se revela como o vilão “Duas-Caras”, é quase uma outra versão do próprio paladino, pautado pela dignidade e desejo de paz. É nele que Batman/Wayne, enxerga uma possibilidade de abandonar a fantasia. É por ele que o herói aceita o papel de pária, tornando-se o que Gotahm precisa que ele seja.

Já o Coringa de Heath Ledger tem que lutar contra o fantasma dele mesmo. Seu personagem, construído com loucura e muita personalidade é um agitador descontrolado, sem pudores, sádico e extremamente sarcástico. O ator soube dosar o humor negro e trejeitos, sem cair no caricato. Seu Coringa é aterrorizante não pela imagem, mas pelas atitudes, pelo que representa: o sadismo como prazer e o caos. Se vale Oscar? Vale sim, senhor, mas duvido que leve, já que a Academia odeia se “sentir pressionada”.

Personagens que de secundários não têm nada não faltam em Batman Begins 2. Agora quem manda no coração de Bruce Wayne é Rachel Dawes (Maggie Gyllenhaal), também alvo das atenções de Dent. O fiel Alfred (Michael Caine) continua como um “pai adotivo”, protegendo-o e cuidando dos seus atritos emocionais. Já Lucius Fox (Morgan Freeman) funciona como o Grilo Falante, a consciência do herói quando ele se mostra “ultrapassando limites”. Gary Oldman (Jim Gordon) representa o homem de família, a decência, tudo o que Batman acredita. E assim, aos poucos e com tons sensíveis, as tramas convergem para o trio central de protagonistas, culminando em respostas para uns e tristes desfechos para outros.

O diretor Christopher Nolan e seu irmão Jonathan Nolam conseguiram criar um roteiro que segue à risca a mítica do Homem Morcego. As falas de alguns personagens, o tom sombrio da fotografia, as sombras e a trilha sonora, conseguem deixar a audiência hipnotizada. Talvez por isso não se sintam os 152 minutos de fita, que praticamente passam voando… Há ritmo, história, drama e um clímax de tirar o fôlego.

Apesar da esquizofrênia, da fantasia e da realidade no limite do inverossímil, Batman é verossímil!  Em um mundo de corrupção você se torna corrupto? Qual a medida? É meio que a pergunta do dia para Harvey Dent. E para todos nós! Nolan quis mostrar um herói com os mesmos anseios, medos e dúvidas de qualquer ser humano razoável. E conseguiu!

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“Rock and Roll não se aprende e nem se ensina”

Julho 13, 2008

Dizem que tudo começou em 1985, quando no evento Live Aid, em prol da fome no mundo, foi instituído o Dia Mundial do Rock. Para mim, o rock já nasceu velho, já nasceu novo, já nasceu revolucionário. Não está ligado a datas, mas a momentos ímpares. Não pode ser medido, porém, deve e pode ser experimentado. Mais que um movimento, mais que uma ideologia ou estilo de ser, o rock representa tudo o que vai além, que rompe barreiras, que fica para a posteridade, talvez, revolução!

The Doors (1991)
O diretor Oliver Stone foi o responsável por ressuscitar uma das bandas mais controversas da história do rock. Para as novas gerações, apresentou Jim Morisson e sua ideologia baseado em Proust e Huxley.  Para os antigos admiradores, uma espécie de grato Deja Vu. The Doors levou quatro anos para sair do papel e quase teve John Travolta como protagonista. Val Kilmer (Batman, Fogo contra Fogo), incorporou por todos os poros e suores a personalidade do “Rei Lagarto”, como era chamado o vocalista da “As Portas”. Cercado de contradições e opiniões da crítica, dos fãs e dos próprios integrantes da banda, o longa explora a mítica em volta do cantor e o modo de se fazer rock naquela época, mas a grande estrela é Kilmer, que soube representar o espírito indomável, os vícios e as excentricidades do “The Doors” máximo. Obrigatório!

Quase Famosos (2000)
A estrela? O bom e velho rock’n roll. O cenário? A década de 70. A história? Aos 15 anos, o precoce William, consegue o emprego mais desejado da época: através da revista americana Rolling Stone, passa a acompanhar a banda Stillwater em sua primeira excursão pelos EUA.  Apesar das dicas do seu mentor, o jovem jornalista acaba se afundando no “jeito de viver” do grupo e acaba deslumbrado com as novidades que experimenta em cada parada. A relação dos fãs com os ídolos e o mundo das drogas e do álcool, servem de pano de fundo para entrar nos problemas comuns a todas as bandas de rock. Cameron Crowe (Jerry Maguire) conseguiu reunir um elenco de gente muito bacana para retratar o universo de rock’n'roll: Billy Crudup, Frances McDormand, Kate Hudson, Anna Paquin, Fairuza Balk, Philip Seymour Hoffman, Zooey Deschanel e Jimmy Fallon. O resultado? Um dos filmes mais legais, sobre o rock, dos últimos anos!

Rock Star (2001)
O diretor Stephen Herek se encheu de coragem e levou ás telas um filme baseado em um episódio baseado na saída do cantor Rob Halford (Judas Priest), substituído por “Ripper” Owens, vocalista de uma banda cover do Judas, chamada Blood Polution. Mark Wahlberg (Fim dos Tempos, Boogie Nights) faz o papel de Chris Coles, um vendedor meia boca que em meados dos anos 80, sonha fazer sucesso dublando sua banda de Heavy Metal favorita, a Steel Dragons. Ele segue sua vidinha mais ou menos até que é convidado pelos integrantes a substituir seu ídolo, à frente do grupo. A trilha sonora pesada, o retrato exagerado, mas não menos fiel da vida de um verdadeiro rock star, o tripé sexo, drogas e rock’n roll e a forma com os dois lados de uma banda de sucesso é retratado valem uma conferida. Sensacional!

Escola do rock (2003)
Este é um filme de amor. Amor pela música, por uma ideologia, um comportamento…  A mensagem é clara: O rock’n roll pode mudar sua vida! E é isso que Dewey Finn (Jack Black) tenta passar para seus alunos. Músico falido e demitido de sua própria banda, ele é obrigado a dar aulas em uma escola particular para pagar o aluguel (?). O problema é conciliar seu modo irreverente, a uma conduta rígida, imposta pela escola. Com muita determinação e sem nenhuma didática, ele acaba formando junto com seus pimpolhos uma banda de repertório que vai de The Who a David Bowie, passeando por Aretha Franklin, Led Zeplin e Ramones. Em Escola do Rock, os maiores clichês de todos os tempos no que diz respeito ao rock estão presentes, de uma forma de outro. É uma delícia ver aquelas crianças, aos poucos, recuperando a auto-estima, perdendo a timidez, destacando-se na multidão, só por causa do Dr. Rock’n Roll. Ah… E Jack Black rules!

Elvis, O início de uma lenda (2005)
Homenagem muito bem feita de um dos personagens da história da música, Elvis, O início de uma lenda tem quatro horas, mas nunca um filme soube contar tão bem a vida do King. Na verdade, trata-se de uma minissérie feita pela CBS que traz Jonathan Rhys Meyers, Randy Quaid, Rose McGowan no elenco e fez grande sucesso quando foi lançada. Da infância humilde até a ascensão como um dos ícones mais imitados e idolatrados do planeta, o especial é uma viagem cronológica da carreira, da vida pessoal e do próprio rock de Elvis Presley. De Blue Shued Shoes à Heartbreak Hotel, das canções românticas à fase Gospel, das drogas aos excessos do amor e da fama, o filme arrasa em tudo: músicas, interpretações, fotografia e ainda deixa a gente com saudade do tempo em que o rock’n roll ainda era inocente…

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Beijo sobrenatural é o melhor

Julho 6, 2008

No dia 06 de julho é comemorado o Dia do Beijo no Reino Unido. Para marcar a data, os britânicos realizaram uma pesquisa para  eleger o melhor beijo do cinema. 

Ghost (1990), de Jerry Zucker, foi eleito o filme com a melhor cena de beijo de todos os tempos. O beija-beija com ares “sobrenatural” de Patrick Swayze e Demi Moore lidera ranking e foi o mais lembrado pelos entrevistados.  Em seguida aparece o “beijo macarrão” da animação A Dama e o Vagabundo (1995). O terceiro lugar fica com Patrick Swayze (ele de novo!) e Jennifer Grey no dançante e quente Dirty Dancing (1987). 

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Nárnia: O sonho não acabou

Julho 5, 2008

Por Rafael Figueiredo

Que tal conhecer um mundo paralelo a nossa realidade? Não seria interessante adentrar em uma estação de trem, em Londres, e meio que repentinamente aportar em um mundo mágico? Pois bem, essa idéia pode ser melhor compreendida no mais recente trabalho da Walt Disney Pictures em parceria com a Walden Media: As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian.

 

O filme transporta, literalmente, os telespectadores para o universo de Nárnia, onde 1300 anos narnianos se passaram desde que os irmãos Penvensie: Peter (William Moseley), Susan (Anna Popplewell), Edmund(Skandar Keynes) e Lucy (Georgie Henley) deixaram o mundo mágico. Mas, esse já não é mais aquela de outrora, onde seus habitantes, os Narnianos, andavam livres pelos belos bosques.

O longa começa com o nascimento do filho do imperador tirano Miraz (Sergio Castellitto), que arquiteta o assassinato de seu sobrinho, o príncipe Caspian (Ben Barnes), sucessor direto do trono. Porém, seu fiel tutor avisa-o das reais intenções de seu tio e ajuda-o a fugir para os bosques de Nárnia. Daí o filme se desenrola em uma sucessão de acontecimentos em prol da libertação do mundo de Nárnia das mãos do Telmarinos.

O destaque do filme são os efeitos especiais que sinceramente dispensam comentários. Mais uma vez a computação gráfica e as artes visuais foram o carro chefe de mais uma película. Fora os especiais efeitos – com o perdão para o trocadilho – a edição é outro diferencial de as Crônicas de Nárnia: a forma como o filme foi amarrado não permite comentários que depreciem o trabalho dos roteiristas. Definitivamente Esse filme nos permite viajar para um universo paralelo onde personagens de diferentes origens podem coexistir em um mesmo espaço de forma pacífica. Não seria isso uma mensagem subliminar para nós?

E assim se faz um belo filme infanto juvenil. As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian encanta e agrada o público por uma série de fatores. Seja pelos belos efeitos de digitais – destaque para os seres narnianos – seja pela trilha sonora que casou perfeitamente com o narrativa, ou pelos altos e baixos intrínsecos à obra.