Dizem que tudo começou em 1985, quando no evento Live Aid, em prol da fome no mundo, foi instituído o Dia Mundial do Rock. Para mim, o rock já nasceu velho, já nasceu novo, já nasceu revolucionário. Não está ligado a datas, mas a momentos ímpares. Não pode ser medido, porém, deve e pode ser experimentado. Mais que um movimento, mais que uma ideologia ou estilo de ser, o rock representa tudo o que vai além, que rompe barreiras, que fica para a posteridade, talvez, revolução!

The Doors (1991)
O diretor Oliver Stone foi o responsável por ressuscitar uma das bandas mais controversas da história do rock. Para as novas gerações, apresentou Jim Morisson e sua ideologia baseado em Proust e Huxley. Para os antigos admiradores, uma espécie de grato Deja Vu. The Doors levou quatro anos para sair do papel e quase teve John Travolta como protagonista. Val Kilmer (Batman, Fogo contra Fogo), incorporou por todos os poros e suores a personalidade do “Rei Lagarto”, como era chamado o vocalista da “As Portas”. Cercado de contradições e opiniões da crítica, dos fãs e dos próprios integrantes da banda, o longa explora a mítica em volta do cantor e o modo de se fazer rock naquela época, mas a grande estrela é Kilmer, que soube representar o espírito indomável, os vícios e as excentricidades do “The Doors” máximo. Obrigatório!
Quase Famosos (2000)
A estrela? O bom e velho rock’n roll. O cenário? A década de 70. A história? Aos 15 anos, o precoce William, consegue o emprego mais desejado da época: através da revista americana Rolling Stone, passa a acompanhar a banda Stillwater em sua primeira excursão pelos EUA. Apesar das dicas do seu mentor, o jovem jornalista acaba se afundando no “jeito de viver” do grupo e acaba deslumbrado com as novidades que experimenta em cada parada. A relação dos fãs com os ídolos e o mundo das drogas e do álcool, servem de pano de fundo para entrar nos problemas comuns a todas as bandas de rock. Cameron Crowe (Jerry Maguire) conseguiu reunir um elenco de gente muito bacana para retratar o universo de rock’n'roll: Billy Crudup, Frances McDormand, Kate Hudson, Anna Paquin, Fairuza Balk, Philip Seymour Hoffman, Zooey Deschanel e Jimmy Fallon. O resultado? Um dos filmes mais legais, sobre o rock, dos últimos anos!

Rock Star (2001)
O diretor Stephen Herek se encheu de coragem e levou ás telas um filme baseado em um episódio baseado na saída do cantor Rob Halford (Judas Priest), substituído por “Ripper” Owens, vocalista de uma banda cover do Judas, chamada Blood Polution. Mark Wahlberg (Fim dos Tempos, Boogie Nights) faz o papel de Chris Coles, um vendedor meia boca que em meados dos anos 80, sonha fazer sucesso dublando sua banda de Heavy Metal favorita, a Steel Dragons. Ele segue sua vidinha mais ou menos até que é convidado pelos integrantes a substituir seu ídolo, à frente do grupo. A trilha sonora pesada, o retrato exagerado, mas não menos fiel da vida de um verdadeiro rock star, o tripé sexo, drogas e rock’n roll e a forma com os dois lados de uma banda de sucesso é retratado valem uma conferida. Sensacional!
Escola do rock (2003)
Este é um filme de amor. Amor pela música, por uma ideologia, um comportamento… A mensagem é clara: O rock’n roll pode mudar sua vida! E é isso que Dewey Finn (Jack Black) tenta passar para seus alunos. Músico falido e demitido de sua própria banda, ele é obrigado a dar aulas em uma escola particular para pagar o aluguel (?). O problema é conciliar seu modo irreverente, a uma conduta rígida, imposta pela escola. Com muita determinação e sem nenhuma didática, ele acaba formando junto com seus pimpolhos uma banda de repertório que vai de The Who a David Bowie, passeando por Aretha Franklin, Led Zeplin e Ramones. Em Escola do Rock, os maiores clichês de todos os tempos no que diz respeito ao rock estão presentes, de uma forma de outro. É uma delícia ver aquelas crianças, aos poucos, recuperando a auto-estima, perdendo a timidez, destacando-se na multidão, só por causa do Dr. Rock’n Roll. Ah… E Jack Black rules!

Elvis, O início de uma lenda (2005)
Homenagem muito bem feita de um dos personagens da história da música, Elvis, O início de uma lenda tem quatro horas, mas nunca um filme soube contar tão bem a vida do King. Na verdade, trata-se de uma minissérie feita pela CBS que traz Jonathan Rhys Meyers, Randy Quaid, Rose McGowan no elenco e fez grande sucesso quando foi lançada. Da infância humilde até a ascensão como um dos ícones mais imitados e idolatrados do planeta, o especial é uma viagem cronológica da carreira, da vida pessoal e do próprio rock de Elvis Presley. De Blue Shued Shoes à Heartbreak Hotel, das canções românticas à fase Gospel, das drogas aos excessos do amor e da fama, o filme arrasa em tudo: músicas, interpretações, fotografia e ainda deixa a gente com saudade do tempo em que o rock’n roll ainda era inocente…