Posts de Março, 2008

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Ponto de Vista: Teorias da Conspiração

Março 27, 2008

Acho que um dos grandes trunfos do filme é o trailler, que explora em um só tempo ação, medo e deixa a gente com aquela pergunta… E agora? Pergunta essa, que o filme não responde!

 

Não é a primeira vez que tentam matar o presidente dos Estados Unidos. E também não é a última vez que usam o terrorismo como pano de fundo. Para os americanos, a América sempre será o país dos sonhos, mas tem gente que sempre vai achar os EUA o câncer do mundo. Mas não se enganem! Apesar de ter um tema vasto e denso para trabalhar, o diretor não aprofunda questões políticas, centrando-se apenas a uma trama mirabolante.

Em Salamanca, na Espanha, uma multidão espera a chegada do presidente americano Ashton (William Hurt), para um encontro de líderes ocidentais e do mundo árabe contra o terrorismo. Com ele, seus dois seguranças: Kent Taylor (Matthew Fox) e Thomas Barnes (Dennis Quaid) estão atentos a tudo o que acontece em volta, quando inesperadamente o presidente leva dois tiros, e na sequência, duas explosões acontecem. A partir daí instala-se o caos e também a adrenalina prometida em torno do filme.

A idéia do roteirista Barry Levy era desenvolver a partir desse fato, perspectivas diferentes sobre um mesmo episódio: o agente atormentado Thomas Barnes, a mandona chefe de notícias Rex Brooks, o policial espanhol Enrique e o insuspeitável turista americano Howard Lewis (Não, isso não é uma dica!)

Existem três fatores que fazem valer a pena gastar dinheiro para ver “Ponto de vista”: a perseguição de carros totalmente inverossímel, a cena de invasão ao hotel onde o presidente americano está e a discussão sobre ética jornalística entre a personagem de Weaver e a da repórter estrelada por Zoe Saldana (Crossroads e Sob a luz da fama).  Nesses aspectos, o filme cumpre seu papel: soa como verdadeira fita de ação boba e super cool que é!

Dennis Quaid, Forest Whitaker, William Hurt, Sigourney Weaver e Matthew Fox são nomes que sustentam a bilheteria do longa, mas não fazem muita diferença. Apesar dos Oscarizados Hurt e Withaker, do ascendente galã Fox e do descendente galã Quaid, não há nenhuma atuação expressiva. O que há, isso para dar e vender, são esterótipos, clichês e caras e bocas.

Seja lá o que a produtora deste filme investiu, já teve retorno: o faturamento foi de 24 milhões de dólares apenas no final de semana de estréia. Bons números para o diretor estreante Pete Travis. O elenco de famosos e uma história interessante (embora não tão bem filmada e cheia de buracos no roteiro), seguram um dos filmes mais legais deste mês, mas não o faz impecável. O exagero e as repetições cansam, mas por outro lado, não comprometem. Apesar da falta de respostas à muitas perguntas e da insossa trilha sonora, “Ponto de Vista”, no final, é bom!

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Maldita Sorte é mesmo uma maldição… Para o público!

Março 27, 2008

Cada filme tem sua missão. Alguns são destinados à comédia, outros ao drama e os demais a nos aterrorizar ou nos deixar em suspense. “Maldita Sorte”, entretanto, não se encaixa em nenhuma categoria. É um longa sem graça, sem cor, sem roteiro, sem “atores” e sem piada.

Confesso que o trailer, que passou exaustivamente nos cinemas, me animou bastante, mas ficou só nisso. O início do filme é uma espécie de “Quero ser grande”, com um Tom Hanks em início de carreira. A velha fórmula da “maldição de infância jogada por garota enciumada” sempre dá certo, porém o ator principal de “Maldita Sorte” está a zilhões de distência do charme e do carisma de Hanks. E esse é o problema de um filme que se propõe como comédia.

Mas vamos ao roteiro: Charlie (Dane Cook) é um dentista de sucesso que vive rodeado de garotas, após se descobrir um “talismã” ambulante para mulheres que desejam se casar. A partir daí, o bon vivant  vive de encontros furtivos com todos os tipos de mulheres, mas não se sente à vontade com essa realidade, na verdade, ele se sente um objeto sexual (coitado…). É na doce e abobalhada Cam (Jessica Alba), que ele encontra a mulher dos seus sonhos, mas tem medo do que pode acontecer se levar o romance adiante e a bela se apaixonar por outro.

Essa é a senha para um festival de piadas de mau gosto e sem nehum motivo para rir, enquanto o protagonista procura maneiras bizarras de se livrar do que considera uma maldição. Jessica Alba retrocedeu ao escolher um papel que vai do nada ao lugar nenhum. Para completar, o personagem de Dan Floger é grosseiro e irritante; quando ele fala, dá vontade de sair gritando da sala de cinema!

Uma pena! “Maldita Sorte” tinha tudo para ser uma comédia bacana e divertida, porém peca pela falta de “desconfiômetro”. Ninguém merece!

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Um amor de Tesouro: Fofinho e Decepcionante

Março 27, 2008

Nome, atores e enredo de Sessão da Tarde. Então só pode ser…. Tcham, tcham, tcham… Sessão da Tarde! Prepare-se para tomadas paradisíacas, cenários de revistas de turismo e alguma comédia aqui e ali. E não espere mais nada, por que não há o que esperar.

Supostamente uma comédia aventuresca e romântica, “Um Amor de Tesouro”, conta a aventura de Ben (Matthew McConaughey) e Tess (Kate Hudson), um casal que decide se separar após oito anos de muitas trapalhadas em busca de riquezas escondidas no oceano. Em meio ao tumultuado divórcio, Ben descobre uma pista importante para encontrar um lendário tesouro perdido no mar do Caribe desde 1715. O problema é que logo atrás dele estão amigos, inimigos e um rapper agiota, que pretendem não facilitar em nada a vida do rapaz. E isso é tudo o que se precisa saber sobre este filme.

Insosso, fraco e até mesmo, ouso dizer, entediante, Um Amor de Tesouro não empolga, não deslancha e enche a paciência do espectador com monólogos absurdos sobre lendas marítimas e uma personagem burrinha que não rende gargalhadas, nem mesmo forçadas. Claro que há momentos bacanas, mas eles são raros. É mais um daqueles filmes fofinhos: embora cheios de charme, não diverte e cansa. Nem sempre juntar um casal que deu certo, a uma história que já deu certo inúmeras vezes, é certeza de ganhar a loteria!

Depois que “Como perder um homem em sete dias” fez sucesso, a “diretoria” começou a ficar ambiciosa. Mathew McConaughey, um jovem ator que despontava como astro, passou de respeitável a arroz de festa. Seu currículo, antes promissor, passou a conter apenas bobagens açucaradas, em uma tentativa vã de repetir a bilheteria do filme que o alçou a “queridinho da América”. Mas parece que o rapaz não se importa muito com isso… O lance dele é curtir o sol e aproveitar o que tem que aproveitar.

E isso é o que ele faz em quase duas horas de filme. Repete fórmulas e também a vida real, já que o garotão de 42 anos adora areia, mar e uma gelada marguerita. Kate Hudson também não parece querer muita coisa. Uma pena, pois depois de “Quase Famosos”, todo mundo viu que ela tem talento!

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Antes de Partir: Redenção e lições de vida

Março 25, 2008

Envolvente, simpático e engraçado na medida certa. Antes de Partir é um daqueles filmes simples, que no fundo não trazem nenhuma surpresa, mas a forma como são colocados na tela é tão sedutor, que conseguem nos tocar de maneira especial.

Antes de Partir (The Bucket List) é uma história de redenção. Edward Cole e Carter Chambers  são dois homens completamente diferentes com apenas uma coisa em comum: pouco tempo de vida. Enquanto o primeiro é um milionário excêntrico e cheio de manias,  o outro é um simples mecânico e pai de família. As duas personalidades colidem em um quarto de hospital quando recebem o diagnóstico que os levará à realização sonhos esquecidos e novas aventuras, das Pirâmides do Egito ao Taj Mahal.

Cole e Chambers renunciaram a sonhos e desejos em prol de coisas maiores, que para eles, pareceram mais importante em determinado momento: carreira e família, mas descobrem que é dentro de si mesmos, que está a maior realização de todas. Seja pulando de pará-quedas, pilotando carros, escalando montanhas, contando piadas ou mesmo em simples momentos familiares.

Desnecessário falar do talento de Jack Nicholson e Morgan Freeman. Os dois premiados atores emprestam charme aos seus personagens e é só disso que o filme se vale. Há a participação de Sean Heyes, o eterno Jack McFarland (de Will & Grace), interpretando o assistente pessoal de Cole. Heyes é um ator que sabe usar o cômico sem exageros, na medida certa. Porém o grande mérito de Antes de Partir não são seus atores, ou seu roteiro meio meloso. O trunfo do longa é a direção segura de Rob Reiner (Harry & Sally, Conta Comigo, Questão de Honra), esse sim, um diretor que sabe contar histórias.

Versando sobre morte, aceitação, resignação e vida,  o filme deixa a velha e sempre atual mensagem de que nunca é tarde para fazer algo louco ou extremamente bobo, desde que sejamos felizes. Ou seja, tudo vale a pena se estamos bem, se sorrimos, se …

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Senhores do Crime

Março 19, 2008

Essa é a segunda vez que Viggo Mortensen se une a David Cronenberg em um trabalho que fica para a posteridade. A parceria que rendeu excelentes frutos em “Marcas da Violência”, dessa vez premia o espectador com o sombrio e inteligente “Senhores do Crime”. 

 
Mortensen interpreta Nikolai Luzhin, um homem misterioso e assustador, que busca através da amizade com o desequilibrado e violento Kirill (Vincent Cassel), adentrar na irmandade Vory V Zakone, um grupo dirigido por Semyon (Armin Mueller-Stahl), homem frio e capaz de qualquer coisa para manter à salvo os segredos da família. Nikolai conhece Anna Khitrova (Naomi Watts) por acaso, uma parteira que em busca da família de uma paciente morta, acaba às voltas com o submundo da máfia rússa.

Em “Eastern Promises” o conflito emocional existe em todos os aspectos e em todos os diálogos. Nikolai é um homem enigmático, construído de uma maneira primorosa pelo roteiro de Steven Knight. Suas tatuagens são uma extensão do que ele é: complexo, manipulador, de personalidade indecifrável e com princípios bem definidos (para o bem ou para o mal). Seus pensamentos são mostrados no olhar, nas palavras e nos gestos. Vincent Cassel é outro que vive um grande personagem. Kirill é um homem que tenta esconder sua real natureza enquanto convive com o estigma de “filho do chefão”, algo que o leva ao desequilíbrio e põe em cheque seus demônios internos.

Armin Mueller-Stahl faz um Semyon  que nos lembra “O Poderoso Chefão”, embora, nem de longe, tenha a mesma áurea do Don. Seu jeito gélido e frio é a resposta para o que os outros personagens são. E então temos Anna, o contraponto da maldade de todas as outras figuras da história. Sua inocência é genuína, bem o que o espectador espera, e coloca em cheque os princípios de Nikolai.

Esses quatro personagens, somado a um roteiro impecável, são os responsáveis por fazer de “Senhores do Crime” uma ópera. Cronenberg utiliza o off de forma estratégica na narrativa, ao contar no presente, uma história que já aconteceu. Embora não seja uma técnica revolucionária, ou mesmo nova, funciona muito bem para o que a trama se propõe. Em um primeiro momento parece que há muito “apelo” aos subversivo e à violência, já que o longa aborda de uma forma crua o obscuro do ser humano. Mas não é nada que o diretor não tenha usado à exaustão em trabalhos anteriores, já que dissecar o caráter das pessoas e recompô-lo sob uma nova ótica que as justifica, parece ser um dos aspectos indispensáveis em toda a sua obra (Crash, Spader, A Mosca, Videodrome). Excelente!

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Elizabeth – A Era de Ouro é todo Blanchett

Março 18, 2008

A passagem de tempo é de quinze anos. E a monarca vive cercada por dilemas, perseguições e uma incrível luta interna pelo que deseja e pelo que deve fazer.

Agora a Rainha Elizabeth (Cate Blanchett) lida com as intrigas de Mary da Escócia (Samanta Morton) ao mesmo tempo em que tenta resolver intrigas palacianas, se vê às voltas com a guerra contra a Espanha (Cruzadas) e passa por um assexuado relacionamento com Sir Walter Raleigh (Clive Owen).

Controversa, esperta, maliciosa e frágil, aos poucos Blanchett vai construindo uma Elizabeth humana, a despeito da imagem que conhecemos dos livros de história. Que atriz impressionante! O olhar, a voz, os gestos, tudo converge para uma mostra de talento inegável e capaz de segurar um filme inteiro.

Geoffrey Rush (“Shakespeare Apaixonado”) de volta ao papel de Sir Francis Walsingham, contribui, e muito, para o sucesso do longa. Suas discussões com a Rainha Virgem são um refresco, após a presença devastadora e impactante de Clive Owen e a odiosa atuação de Jordi Molla (Felipe da Espanha). Excepcional!

Shekhar Kapur (que também dirigiu Blanchett em “Elizabeth”) conseguiu produzir tomadas espetaculares. As filmagens, iniciadas em junho de 2007 na Inglaterra, são um prato cheio para os admiradores da ilimitada fotografia cinematográfica. Mesmo assim Elizabeth tem momentos mornos (que não comprometem) e não aprofunda as questões religiosas e políticas enfrentadas pela monarca. Além do mais, na única cena de ação de todo o longa, (a batalha em alto mar contra a armada espanhola) não há um pingo de emoção! Uma pena!

Mesmo assim Elizabeth – A era de Ouro vale a sua ida ao cinema! Segundo episódio de uma possível trilogia, o longa é uma agradável forma de passar o tempo no escurinho. Obrigatório!

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Rambo IV: Nem com terapia

Março 10, 2008

Em 1982 ele era “Programado para Matar” e “causou” em uma pequena cidade quando foi preso injustamente pelo xerife local.  Em 85, esteve em uma missão suicida no sudeste asiático, onde tinha como  missão, localizar prisioneiros americanos. Três anos depois vai ao Afeganistão libertar seu mentor e único amigo, preso pelos Soviéticos. Agora, 20 anos depois de pinotar por aí, o soldado mais casca grossa e sensível do cinema volta à ativa.

Sylvester Stallone dirige, atua e assina o roteiro do quarto filme sobre o herói vietnamita John Rambo. Desta vez, o cenário é o norte da Tailândia, onde John se esconde trabalhando como caçador de cobras e barqueiro nas horas vagas. Solitário, leva uma vida calma e insípida, abalada pela chegada de missionários representantes dos direitos humanos. Inocentes, eles desejam ajudar os rebeldes e refugiados na fronteira da Birmânia, onde ocorre uma guerra civil que já dura 60 anos. Mesmo sem querer estar próximo a nada que o lembre da violência da guerra, o eterno soldado decide ajudar o grupo, que acaba capturado apenas alguns momentos após chegar ao seu objetivo (óbvio?!).

Agora questão é…
Quem vai ao cinema ver um filme infantil, sabe que vai se deparar com personagens mimosos e uma história açucarada. E se você vai ao cinema ver um filme com o título “Rambo”, e assinatura de Stallone, sabe que não vai encontrar exatamente os Ursinhos Carinhosos. Então, chega de reclamar da violência nas telonas! O problema é que para tudo há um limite e limite é o que não há em Rambo IV. O que acontece é um banho de xarope de groselha e muitos bumm!, plaft!, pow! boom!  Tudo muito exagerado…

A verdade traumática (para fãs do reacionário, como eu) é que a quarta aventura do velho soldado não traz nada de novo: ação fraca, personagens desnecessários, zero por cento de carga emocional, clichês e o roteiro manco, não dá nenhuma razão realmente plausível para o velho soldado ressuscitar. Aliás, este poderia ser um filme mudo, já que, as falas são dignas de uma tarde de farofa na praia entre duas tartarugas, ou seja, absurdas e totalmente dispensáveis.

O filme até que tenta criar uma empatia entre os personagens – e também com o espectador – que não dá certo. Tudo é muito óbvio e gratuito… Falta mistério, falta emoção, enfim, falta muita coisa… John ainda é o mesmo e busca na solidão conforto. Ele foge da guerra, mas adora o barulho que ela faz. Talvez por isso adore atirar e ou cortar (como preferir!) nas (as) pessoas e explodir coisas ou vice-versa. Será que ele nunca pensou em fazer uma terapia?

E agora?
Mas nem tudo está perdido! Todos os ingredientes que fizeram da história do veterano de guerra incompreendido um marco estão lá: violência, mortes, sangue e  seus eternos dilemas existenciais. E é essa carga emocional a grande responsável por fazer o filme algo interessante. O “revival”, muito bem apresentado, com várias cenas dos filmes anteriores, mostram Rambo em momentos conflituosos, uma luta interna que nunca tem fim, até que o soldado volte para casa. O problema é que ele precisa de um epílogo…   E ainda não foi desta vez!

“Rambo 4” estreou em primeiro lugar nos cinemas nacionais e está a fazer uma bela carreira nas bilheterias.  A expectativa em torno do filme é justificável . O Stallone é uma instituição, amem ou odeiem. E apenas este fato basta para levar as pessoas ao cinema. Se serve de consolo, Stallone já declarou que não voltará mais a interpretar os dois personagens que consagraram sua carreira. “Este é o último ‘Rambo’, assim como ‘Rocky Balboa’ foi o último Rocky. Não posso ir mais longe”, disse.  Os fãs agradecem!

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Juno: Uma gracinha!

Março 7, 2008

Charmoso e incrivelmente clichê, Juno é aquele típico filme que tem tudo para ser esquecido. Mas não é!

Juno MacGuff (Ellen Page) é uma adolescente cética, bem resolvida e até mesmo, ouso dizer,  quase impossível de existir. Grávida aos 16 anos do seu melhor amigo Paulie Bleeker (Michael Cera), a garota decide encontrar os pais perfeitos para o bebê que espera, interpretados por Jason Bateman e Jennifer Garner. Apesar de resoluta, Juno tem que lidar com alguns probleminhas no meio do caminho, ou diria, no meio dos nove mêses de gestação.

O olhar condenatório dos colegas da escola, a falta de “ação” de Bleeker, as inseguranças de Vanessa (mãe adotiva da criança) e os seus próprios questionamentos diante da vida que se apresenta, faz com que encontre no pai (J.K. Simmons), na madrastra (Allison Janney) e na melhor amiga Leah (Olivia Thirlby), um apoio para resolver os seus problemas com franqueza e muito bom humor.

O que realmente conta e faz a diferença em Juno é a forma como a personagem resolve suas limitações. Essa dinâmica, aliada às sacadas do roteiro, dá veracidade aos momentos mais dramáticos ou cômicos. Tudo acontece de uma maneira muito natural. A trilha sonora é realmente um adendo, lembrando o ótimo “Alta Fidelidade” nas cenas em que a personagem principal discute música e cinema com Sr. Loring. Palmas a isso!

Há que pontuar-se aqui a excelente atriz Elen Page, que consegue aos 21 anos, mesmo em um papel um pouco medíocre, ter um grande momento. Encantador é o Michael Cera, que consegue imprimir ao seu personagem aquela desorientação tão comum aos adolescentes. Seu olhar é realmente o de alguém desconcertado com o que acontece à sua volta.

No roteiro de Diablo Cody (uma ex-stripper) não há lugar para o imprevisível: É tudo muitíssimo previsível. Porém a forma como arquitetou os diálogos tornou este longa um dos mais simpáticos e divertidos do ano passado. Superior aos demais, Juno é um filme sério, mas que sabe lidar com essa seriedade de uma maneira gostosa, divertida e reflexiva. Imperdivel!

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Espartalhões: Sem noção!

Março 3, 2008

Fraquinho, fraquinho, Espartalhões é uma perda de tempo. Tem tudo para ser um filme ruim e é mesmo!

 

Paródias de grandes produções sempre levaram muito dinheiro aos cofrinhos da indústria cinematográfica. Sem vergonha nehuma do ridículo, a fórmula tem dado certo (Todo mundo em pânico, Deu a louca em Hollywood, Top Gang ) e a fonte de tanta falta de imaginação é inesgotável.

Apesar de alguns momentos realmente engraçados, Espartalhões (baseado no filme 300 – óbvio!) é mesmo bôbo e acaba apelando para um amontoado de situações noticiadas nos tablóides (à exaustão) ou em filmes de grande bilheteria.  O espectador é apresentado a sátiras, em sua maioria sem pé nem cabeça, de filmes como “Transformers”, “Motoqueiro Fanstasma”, “Shrek” e reality shows como American Idol e Next Top Model.

Besteirol, o longa (?) é um desperdício de filme!Quer mostrar muito e é megalomâniaco. Se você não espera nada, não vai a lugar nenhum e quer rir com o inútil, essa é opção ideal. Ah, que saudades de Monte Phyton!