Na última semana um super lançamento chegou às prateleiras das locadoras: o filme “Os Donos da Noite”. Uma Nova York de 1988 é o pano de fundo para a história de Bobby Green (Joaquin Phoenix), o gerente de uma badalada discoteca local, freqüentada por gângsters e traficantes.
Apesar do contato direto com a escória, Bobby mantêm uma distância segura desse mundo, pois seu pai e irmão são policiais. Com a guerra declarada entre a máfia e polícia, Bobby precisa tomar partido de um dos lados. Quando seu irmão é gravemente ferido ele decide arriscar o que tem pelo que é certo.
James Gray faz de “Os Donos da Noite” uma homenagem honesta aos antigos filmes de gângsters e dá a Joaquin Phoenix um dos melhores momentos de sua carreira. Em doses nada homeopáticas, o diretor apresenta o estilo de vida de Bobby seu desprezo pela forma de vida da família, e ao mesmo tempo, disseca os fracassos da polícia frente ao tráfico de drogas. A construção da história em torno desse personagem é feita de forma nada sutil, porém crível. No final o protagonista agoniza mais como um justiceiro moldado pela dor e pelo ressentimento, do que qualquer outra coisa.
Conta pontos a escolha do elenco. Robert Duvall é sempre competente e confere ao seu personagem a amargura necessária do pai que embora ame o filho, se ressente de sua conduta. Walbergh, repete (e muito bem) o papel que fez em Os Infiltrados. Até mesmo Eva Mendes se sai bem em algumas cenas, mas o filme é todo de Joaquin Phoenix, já um ator completo.
Li em algum lugar que “Os Donos da Noite” lembra a saga de “O Poderoso Chefão”. As nuances estão lá, às vezes mascaradas, e outras nem tanto: Bobby interpreta Michael Corleone e tem direito até a sua Kay. Burt Grusinsky também tem um final digno de Don e até mesmo Sony, tem seu representante em Joseph… E tudo converge para o fim apoteótico e previsível, mas honesto. E talvez, esse seja um dos méritos do trabalho de James Gray: a homenagem, sem ser descaradamente óbvio. E dá certo!








